Live conduzida por Vera Magalhães reuniu time de colunistas para comentar o levantamento, divulgado nesta sexta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A live com colunistas do GLOBO é apresentada pela jornalista Vera Magalhães — Foto: Reprodução A primeira pesquisa Quaest para a Presidência de 2026 encomendada pela TV Globo e pelo jornal O GLOBO, divulgada nesta sexta-feira, revela um cenário de estabilidade e empate técnico no segundo turno, em um sinal de alerta para a campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Essa é a avaliação dos colunistas do GLOBO Merval Pereira, Lauro Jardim, Bernardo Mello Franco e Thomas Traumann, que comentaram os números durante uma live transmitida no site do jornal e no YouTube, comandada pela também colunista Vera Magalhães. Toda a semana, um time de colunistas do GLOBO comentará as rodadas de pesquisas Quaest para a eleição presidencial, que serão divulgadas até o início de outubro, quando ocorre o primeiro turno. O que dizem os colunistas Merval Pereira “O importante é o segundo turno, que mostra um empate técnico com Flávio reduzindo a distância para Lula. Essa é uma tendência que mostra que a reta final da campanha vai ser muito apertada e dura para os dois candidatos. Os dois têm telhados de vidro a serem explorados, não sabemos o que vai acontecer daqui para frente. A única coisa que parece certa é que, quem ganhar, novamente, será por uma diferença muito pequena. É uma eleição de quem é menos rejeitado que o outro. A rejeição ao Lula é o que mantém o bolsonarismo vivo. Não é o Flávio, é o candidato que tem mais condições de derrotar Lula que está sendo escolhido pelo eleitor de direita e centro-direita. Se fosse outro candidato, a situação seria a mesma ou até melhor, porque ele é um nome fraco e com muitos problemas”. Lauro Jardim Flávio levou um tombo quando explodiu a história do filme “Dark Horse” e a relação dele com Vorcaro, a quem ele chamou de “irmão”, a briga com a Michelle e uma série de notícias ruins, como não ter conseguido a coligação com os partidos esperados. Mas isso ficou para trás. A partir de maio, que foi o pior momento dele, aos poucos ele voltou. E Lula piorando um pouquinho. Ele já vinha caindo um ponto, dois, antes do caso Marcola aparecer. Na minha opinião, esse caso ainda vai dar mais dor de cabeça, ele só começou a ser revelado. E, se olharmos para trás, em 2022, nesse mesmo momento Lula tinha 45% e Bolsonaro 33%. Então vemos hoje uma diferença bem menor. No segundo turno, Lula tinha 51% das intenções de voto. Hoje, está na faixa dos 45%, que parece ser o teto dele. Vera Magalhães Lula lançou mão de uma série de medidas nesses últimos meses que parecem ter tido um fôlego curto para fazer com que a situação dele melhorasse. A avaliação do governo também passa por essa situação. Ela tinha passado por uma leve recuperação, mas agora volta a um empate aqueles que aprovam e que desaprovam a gestão de Lula. A rejeição mostrando que o antipetismo segue forte, e esse teto mostrando também uma certa limitação para que as ‘mágicas eleitorais’ surtam efeito. No Sudeste, que é onde todos os analistas e os próprios candidatos acreditam que a decisão vai se definir, Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula com alguma margem: 44% contra 36%. Isso talvez explique essa aproximação dos dois e é um dado de atenção para a campanha do Lula. O petista estava nadando de braçada entre os independentes, mas agora o Flávio aparece na frente com 35% contra 29% no segundo turno. Bernardo Mello Franco Tudo que estamos vendo é uma espécie de aquecimento, o jogo começa de fato no domingo, quando as campanhas vão para as ruas. E, por mais que o horário eleitoral já não tenha a importância do passado, me parece que é nesse momento que as pessoas começam a sintonizar para o fato de que tem uma eleição chegando. A tendência é que Flávio, assim como o pai, tente levar temas de comportamento para a propaganda eleitoral, que geram maior medo no eleitorado mais conservador e mais religioso. A ver quais ferramentas serão utilizadas e como a questão das mulheres vai afetar a campanha. Por mais que Michelle tenha topado gravar junto, tenha aparecido, falado em trégua, sabemos que é um acordo a contragosto de ambas as partes. Thomas Traumann O que me chama atenção é a pergunta sobre a percepção da economia nos últimos 12 meses. É quase normal a resposta “piorou”, mas esse percentual aumentou para 49%. No Sul chega a 63%, no Sudeste a 52%. Para tentar entender o que pode estar influenciando o cenário, uma vez que as notícias têm sido ruim para os dois lados, a minha única pista, olhando os números, é que as pessoas estão começando a pensar com o bolso e não estão satisfeitas com o governo. E, numa lógica binária, de 'ou um ou outro', porque não temos um terceiro colocado com chances de chegar ao segundo turno, o pensamento é 'se estou insatisfeito com Lula, vou com Bolsonaro'. O saldo (da pesquisa) é muito melhor para o Flávio do que para Lula. Assista à live completa Pesquisa Quaest Na pesquisa divulgada nesta sexta-feira, Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro marca 31%. Em seguida aparecem Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Romeu Zema (Novo), por sua vez, marca 2%. Já em eventual segundo turno, pesquisa mostra o presidente Lula com 43% das intenções de voto contra Flávio, que marca 40%. Outros 13% indicam intenção de votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas, e 4% se dizem indecisos. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre segunda e quinta-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026. Entre os eleitores que se identificam como independentes, Lula aparece com 23% e Flávio, com 16%. Renan tem 8%, Caiado, 6%, e Zema, 3%. Já 20% estão indecisos, e 18% não pretendem votar em nenhum candidato. A margem de erro é de 4 pontos percentuais neste grupo. Acompanhe as eleições no GLOBO O site do jornal contará com um ambiente especial para reunir todos os recortes dessa e de outras pesquisas que a Quaest fará ao longo da campanha. Já o Rali, agregador de pesquisas do GLOBO em parceria com o instituto Locomotiva, também permitirá a consulta de dados históricos. Apresentação das pesquisas. — Foto: Arte O Globo Além da live desta sexta-feira, o time de colunistas do GLOBO comentará as próximas rodadas de pesquisas Quaest para a eleição presidencial. Os levantamentos serão divulgados semanalmente ao longo de setembro até o início de outubro, quando ocorre o primeiro turno. Conduzidas por Vera, as lives poderão ser assistidas no site do GLOBO e no YouTube. Os dados de pesquisas, com recortes das intenções de voto por gênero, idade, cor, escolaridade, renda e religião, ficarão disponíveis em ambiente próprio no site do GLOBO. Além da divulgação de dados da Quaest, o agregador de pesquisas Rali trará resultados combinados a partir dos levantamentos de diferentes institutos. A plataforma, desenvolvida com o Instituto Locomotiva desde as eleições de 2024, também permitirá a consulta por índices de avaliação e aprovação do governo federal desde 1990, além de indicadores econômicos do país nesse período. Às sextas, O GLOBO publicará reportagens com a atualização dos dados compilados.
'É uma eleição de quem é menos rejeitado': como os colunistas do GLOBO avaliam a nova pesquisa Quaest; assista
Live conduzida por Vera Magalhães reuniu time de colunistas para comentar o levantamento, divulgado nesta sexta-feira










