A cada rodada que passa, seja de Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil ou Taza de Brasil (também chamada de Libertadores), fica mais difícil acompanhar os 90 minutos de uma peleja.

Difícil, não, chato mesmo. A cera, o antijogo, as simulações e as reclamações em volta do árbitro estão insuportáveis. Este humilde e rodado escriba nem lembra direito quando isso começou, na verdade, quando intensificou. Cera e simulação, sempre tivemos. Desde o início do teatro grego de arena existe alguém que tenta dramatizar uma falta para enganar a arbitragem. Quem não lembra do grande ator Rivaldo Borba na Copa de 2002, levando um turco à expulsão na estreia após colocar a mão no rosto por levar uma bolada na coxa. Que atuação.

Mas agora todo mundo acha que é Rivaldo, que é Maradona, e não no bom sentido, apenas no quesito dramaturgia. Cada vez que um jogador que leva um toque no peito se joga no chão com a mão no rosto —como se tivesse sido atingido por um soco de Rocky, ou Creed—, uma fadinha morre em algum lugar; e eu troco de canal.

O pior que não são apenas as simulações de espancamento, tem também as discussões, o empurra-empurra em demonstração de macheza de todos em campo, os pedidos para olhar o VAR, os pedidos para deixar o VAR para lá, tudo está chegando a níveis intragáveis.