Empresa de pagamentos propõe pagar metade do valor reivindicado pelas empresas que conectam os estabelecimentos comerciais às redes de pagamento, além de fornecer serviços como proteção contra fraudes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cartão Mastercard do Will Bank — Foto: Reprodução / Will Bank A Mastercard está oferecendo uma nova proposta às instituições financeiras brasileiras expostas a perdas após a liquidação de uma fintech ligada ao Banco Master. A empresa americana de pagamentos está alterando uma oferta anterior para compensar as instituições pelos impactos decorrentes da fintech Will Financeira, que utilizava a rede da Mastercard. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a Mastercard agora propõe pagar metade do valor reivindicado pelas adquirentes, empresas que conectam os estabelecimentos comerciais às redes de pagamento, além de fornecer serviços como proteção contra fraudes. A Mastercard enviou a proposta às adquirentes algumas semanas atrás, disseram as pessoas, que pediram anonimato por se tratar de um assunto privado. A empresa de pagamentos também se ofereceu para prestar esses serviços durante vários anos, segundo as mesmas fontes. “Temos trabalhado de perto com o liquidante e o regulador para minimizar qualquer impacto potencial sobre o ecossistema de pagamentos”, disse a Mastercard em comunicado, acrescentando que aguarda uma nova transferência por parte do liquidante. “Essa liquidação ocorrerá assim que recebermos os recursos pendentes do liquidante.” A Mastercard não comentou a proposta de oferecer serviços às adquirentes. O Will Bank, como era conhecido, era controlado pelo Banco Master, instituição financeira liquidada pelo Banco Central do Brasil em novembro. Sem o apoio do Banco Master, o Will Bank entrou em colapso em janeiro, deixando a Mastercard responsável pelo pagamento de aproximadamente R$ 5 bilhões (US$ 950 milhões) a outras partes da rede. A Mastercard já havia liquidado cerca de metade desse valor, segundo reportagem da Bloomberg em março, enquanto a outra metade se tornou objeto de uma disputa entre a Mastercard e as adquirentes. Embora a empresa americana tenha afirmado que era obrigada a pagar apenas as faturas com vencimento no mês seguinte à liquidação do Will Bank, as adquirentes argumentaram que a Mastercard deveria pagar o valor integral e que uma nova regra do Banco Central deixa claro que a Mastercard deve ser responsável por toda a quantia. Posteriormente, a Mastercard pediu às empresas que ajudassem a absorver as perdas, mas elas recusaram. A Redecard Instituição de Pagamento, Cielo, StoneCo e PagSeguro Digital estavam entre as adquirentes expostas às perdas. A StoneCo contabilizou uma provisão de R$ 200 milhões para perdas esperadas em seus resultados do segundo trimestre, relacionada ao Will Bank, segundo uma das fontes. A Cielo, que não tem ações negociadas em bolsa, também contabilizou uma provisão para perdas, de acordo com outra pessoa familiarizada com o assunto. Representantes da Cielo, Redecard e StoneCo se recusaram a comentar. Um representante da PagSeguro não respondeu ao pedido de comentário.