Autoridades informaram nesta sexta-feira que 287 pessoas morreram e quase 4 mil ficaram feridas; 400 seguem desaparecidos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Equipes de resgate retiram o corpo de uma vítima dos escombros quatro dias após o terremoto que atingiu Pereira, Colômbia, em 14 de agosto de 2026 — Foto: AP Photo/Brandon Pinto Equipes de resgate corriam contra o tempo na Colômbia nesta sexta-feira para retirar quatro pessoas dos escombros de um hotel, em um raro sinal de esperança quase quatro dias depois que um dos terremotos mais fortes a atingir o país nas últimas décadas reduziu bairros a ruínas e deixou centenas de mortos ou desaparecidos. A operação na cidade de Pereira, na região cafeeira, tornou-se o foco principal de uma resposta ao desastre que vem mudando cada vez mais da busca por sobreviventes para o trabalho sombrio de remoção de escombros e localização dos desaparecidos. "Meu filho vai se casar no domingo", disse Hernan Giraldo, pai de Juan Felipe, de 24 anos — uma das pessoas que as equipes de resgate esperam salvar. "Estou aqui esperando para abraçar meu filho, vivo. Ele estava naquele quarto de hotel. Estou aqui desde a noite de segunda-feira, para o caso de acontecer alguma coisa, para encontrá-lo." Equipes de resgate venezuelanas, que chegaram a Pereira após buscarem sobreviventes dos dois terremotos devastadores que atingiram a costa caribenha de seu país há apenas sete semanas, estavam auxiliando no local com câmeras de imagem térmica. "Sempre mantemos grandes esperanças; já encontramos pessoas vivas mesmo 10 dias depois. O objetivo é buscar e encontrar pessoas com vida", disse Cristian Acevedo, um dos integrantes da equipe de resgate venezuelana. O terremoto de magnitude 7,4 ocorreu pouco depois das 7h30 da manhã de segunda-feira, com epicentro em San José del Palmar, no departamento do Chocó. Ele derrubou prédios de apartamentos e danificou casas, escolas e hospitais em todo o oeste da Colômbia, desde o porto de Buenaventura, no Pacífico, até as cidades do interior, como Cali e Pereira. As autoridades informaram nesta sexta-feira que 287 pessoas morreram e quase 4 mil ficaram feridas. Quase 400 outras ainda estavam desaparecidas. Cali e Pereira concentraram mais de dois terços dos mortos, e mais da metade dos feridos estava nas grandes cidades. O governo informou que dezenas de milhares de casas foram danificadas e muitas destruídas, ressaltando a magnitude de um desastre que deixou muitos colombianos dormindo em abrigos ou ao ar livre, perto de prédios inseguros. A Acnur, agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para refugiados, alertou na sexta-feira que o terremoto poderia provocar novos deslocamentos em um país que já enfrenta conflitos, migração e outras pressões humanitárias. “Para as pessoas deslocadas internamente e os refugiados que já estão tentando reconstruir suas vidas, esse terremoto corre o risco de se tornar mais um deslocamento somado aos anteriores”, disse a porta-voz do Acnur, Eujin Byun, a repórteres em Genebra. Pessoas passam por uma retroescavadeira que remove escombros dois dias após o terremoto que atingiu Pereira, Colômbia, em 12 de agosto de 2026. — Foto: AP Photo/Fernando Vergara As autoridades registraram dezenas de réplicas desde segunda-feira, aumentando o perigo para as equipes de resgate que vasculham os escombros instáveis e para as famílias relutantes em retornar às casas danificadas. O desastre está se configurando como o primeiro grande teste para o presidente Abelardo De La Espriella, que assumiu o cargo poucos dias antes do terremoto e tem enfrentado críticas por sua gestão inicial da crise. Ele faria visitas rápidas a cinco municípios afetados nesta sexta-feira, incluindo Pereira, Cali e Quibdó.
Resgate de quatro sobreviventes renova esperanças na Colômbia após terremoto
Autoridades informaram nesta sexta-feira que 287 pessoas morreram e quase 4 mil ficaram feridas; 400 seguem desaparecidos












