As redes sociais e aplicativos de mensagens, com exceção do Telegram, avançaram nas medidas de combate à desinformação eleitoral, mas as plataformas de inteligência artificial ainda não têm políticas abrangentes para defesa da integridade das eleições.
Essa é a conclusão do relatório "O papel das plataformas digitais na proteção da integridade eleitoral", elaborado por 65 organizações de pesquisa.
Na classificação do relatório obtido pela Folha, que leva em conta a existência de políticas específicas para desinformação eleitoral sobre o pleito brasileiro de 2026 e a acessibilidade e transparência nos canais de denúncia, o YouTube e as redes sociais da Meta (Facebook e Instagram) aparecem como as plataformas mais bem avaliadas, seguidas do Kwai, do aplicativo de mensagens WhatsApp, do X e do TikTok.
Entre as plataformas de IA, Claude (da Anthropic), Gemini (Google) e ChatGPT (OpenAI) empatam, seguidos do MetaAI. Na lanterninha entre todas as plataformas avaliadas estão o Grok, o chatbot do X, e o aplicativo de mensagens Telegram —ambos não têm políticas eleitorais específicas.
A maior preocupação dos pesquisadores é o papel dos chatbots de IA na eleição. "As plataformas de IA apresentam nível baixíssimo ou inexistente de políticas específicas para a integridade eleitoral", diz o levantamento. Segundo o texto, ChatGPT (OpenAI) e Claude (Anthropic) estão mais avançados, pois possuem políticas para integridade eleitoral, ainda que com lacunas, enquanto MetaAI, Grok e Gemini não têm regras específicas para uso político de IA.










