Federação de MG ressalta que o novo acionamento não implica retaliação automática e defende firmeza aliada à cautela, para evitar escalada que prejudique indústria, investimentos e empregos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fiemg aponta possível risco em acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica contra os EUA — Foto: Jacquelyn Martin/AP A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação, nesta sexta-feira (14), com o possível acionamento da Lei da Reciprocidade Econômica pelo governo brasileiro em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos. A entidade defendeu que o Brasil priorize a via negociada em vez de partir para contramedidas. Segundo a Fiemg, a legislação já havia sido acionada em 2025, quando a Câmara de Comércio Exterior (Camex) analisou o caso e o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) reconheceu o enquadramento na lei. Na ocasião, porém, o governo optou por priorizar consultas diplomáticas, e nenhuma tarifa retaliatória ou restrição comercial chegou a ser aplicada. A Fiemg ressaltou que o novo acionamento não implica retaliação automática e defendeu firmeza aliada à cautela, para evitar uma escalada que prejudique indústria, investimentos e empregos. A federação também alertou que eventuais contramedidas contra insumos, máquinas e tecnologias usados pela indústria brasileira podem elevar custos de produção e reduzir a competitividade do país. Um estudo da entidade, realizado em 2025, estimou que uma sobretaxa recíproca de 50% sobre importações dos EUA poderia gerar perda de R$ 259 bilhões ao PIB brasileiro, equivalente a 2,21%. A entidade defende que a solução mais segura passa pelo entendimento entre Brasil e Estados Unidos, com redução ou reversão das barreiras tarifárias.