Antes do balanço do segundo trimestre, havia a percepção de que o Desenrola poderia ter um impacto muito forte na fintech, o que não se confirmou 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lucro recorde de US$ 1 bilhão do Nubank fala mais alto que receio com inadimplência, e ações disparam — Foto: Divulgação O lucro recorde do Nubank no segundo trimestre, de US$ 1,061 bilhão, acima das projeções (US$ 964,5 milhões), fala mais alto do que preocupações com as tendências de inadimplência no banco, segundo analistas. Além disso, havia a percepção de que o programa federal de renegociação de dívidas Desenrola poderia ter um impacto muito forte no Nubank, o que deixaria dúvidas sobre o desempenho após o programa, mas no fim das contas a repactuação de débitos não fez tanta diferença para a fintech. Por volta das 8h15, as ações do Nubank subiam 13,64% no pré-mercado da Bolsa de Nova York (Nyse), cotadas a US$ 15,83. "No geral, apesar da pressão contínua sobre os indicadores de qualidade de ativos, o Nubank continua a apresentar níveis de rentabilidade bem acima dos seus pares. Nos níveis atuais de margem líquida de juros ajustada ao risco, acreditamos que a empresa mantém ampla capacidade de geração de lucros para sustentar um ritmo agressivo de crescimento", dizem os analistas do Safra. O Citi vai na mesma linha. Em relatório antes da teleconferência de resultados, os analistas apontavam que o principal debate não é mais a capacidade de crescimento do Nubank, mas sim se a fintech conseguirá manter seu ritmo atual de expansão e rentabilidade em um ambiente de crédito mais complexo, considerando principalmente o alto nível de endividamento das famílias. Após a teleconferência, o Citi ressaltou que a administração do Nubank continua bastante otimista quanto à sustentabilidade dos níveis atuais de rentabilidade, destacando que a forte melhora na margem de juros ajustada ao risco foi impulsionada principalmente pelo crescimento da carteira, otimização do balanço e desempenho de crédito melhor do que o esperado, e não por fatores pontuais. "Embora positivo, o impacto do Desenrola foi caracterizado pela administração como não recorrente, enfatizando que a empresa ainda gerou mais de US$ 1 bilhão em lucro líquido, excluindo o programa. O benefício nas provisões foi limitado (menos de US$ 10 milhões), com impacto mínimo na inadimplência de 15 a 90 dias e apenas um leve efeito positivo nos indicadores de inadimplência acima de 90 dias. A maior parte do aumento nos lucros do trimestre veio de um desempenho operacional mais forte, e não do programa Desenrola", explica o Citi. Na visão do J.P. Morgan, a margem ajustada ao risco, de 12,4%, veio bem acima das expectativas, de 10,4%. "Consideramos isso um resultado acima do esperado, embora o programa Desenrola possa ter contribuído, e é difícil reclamar de um aumento tão expressivo na margem líquida ajustada ao risco (com ou sem Desenrola) e um ROE (retorno sobre o patrimônio) de 33%." Os analistas apontam que estão mais cautelosos sobre 2027 devido às perspectivas desafiadoras no Brasil, mas que isso já está está mais ou menos precificado nos múltiplos atuais do Nubank. Além disso, apesar de ser "difícil de ignorar" o contexto atual brasileiro, à medida que o Nubank avança em produtos mais seguros e outros países onde opera ganham mais relevância, a volatilidade decorrente dos ciclos de crédito tende a diminuir.
Lucro recorde de US$ 1 bilhão do Nubank fala mais alto que receio com inadimplência, e ações disparam
Antes do balanço do segundo trimestre, havia a percepção de que o Desenrola poderia ter um impacto muito forte na fintech, o que não se confirmou













