Agência de classificação de risco alertou sobre alta alavancagem e queima de caixa da companhia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Moody’s reiterou a nota de crédito global da Aegea em “B2”, mas alterou sua perspectiva para negativa, após revisão que havia sido iniciada em abril. Os analistas Vincent Detilleux e Cristiane Spercel escrevem que a manutenção da nota reflete um alívio imediato na liquidez da companhia, impulsionado pela recente injeção de capital de R$ 2,1 bilhões e saques em linhas de crédito. Esse fôlego foi reforçado pela suspensão do pagamento de dividendos aos acionistas e pelo adiamento de até R$ 500 milhões em investimentos anuais, medidas que endereçaram as preocupações imediatas da agência. Apesar do alívio previsto para os próximos 12 meses, eles ressaltam que a injeção de capital não resolve os desafios de longo prazo na estrutura de capital da companhia de saneamento. A perspectiva negativa é fundamentada no fato de a Aegea permanecer altamente alavancada, alertando que o elevado endividamento, somado às altas taxas de juros no Brasil, amplia as pressões de liquidez e os riscos de refinanciamento. A liquidez atual da companhia é considerada suficiente para manter as operações até pelo menos setembro de 2027, dependendo do repasse contínuo de dividendos de suas subsidiárias operacionais. A empresa continuará dependendo de fontes externas para financiar uma queima de caixa persistente de cerca de R$ 6 bilhões ao ano em meio à perspectivaque o caixa chegue quase zero até o final de 2027. A agência também pontuou as questões de governança corporativa da Aegea, destacando que companhia começou a tratar as causas de suas fraquezas nos relatórios, mas são iniciativa em estágio inicial. — Foto: Divulgação/Aegea
Moody’s altera perspectiva da nota de crédito da Aegea para negativa
Agência de classificação de risco alertou sobre alta alavancagem e queima de caixa da companhia






