Itaúsa, sócia da operadora, já sinalizou que pode aportar entre R$ 730 milhões e R$ 1,5 bi; assembleia será no dia 28 Após crise, Aegea convoca capitalização de até R$ 2,1 bi — Foto: Divulgação Embora não seja transformadora para a Aegea, a capitalização de até R$ 2,1 bilhões pretendida reforça o balanço da companhia e dá maior folga para a empresa se distanciar dos chamados “covenants”, as cláusulas de vencimento de dívidas estabelecidas com credores, avalia o BTG Pactual. A Aegea planeja fazer um aumento de capital entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2,1 bilhões, como forma de reduzir sua alavancagem financeira, que está próxima dos limites de endividamento da companhia. A convocação dos sócios para a capitalização, divulgada na terça-feira (7), foi feita em meio à crise da empresa junto ao mercado financeiro, que nos últimos meses levou ao rebaixamento das notas de crédito da companhia e piorou o cenário de captação de novos recursos para a operadora. Nos cálculos do banco, caso o aumento de capital seja totalmente subscrito, a dívida líquida da Aegea no nível da holding, de R$ 31,6 bilhões, cairia aproximadamente 6,7%, reduzindo sua alavancagem de 3,9 vezes para cerca de 3,6 vezes e afastando-se do patamar de 4 vezes previsto nas cláusulas com os credores. Já a alavancagem líquida do grupo econômico cairia de 4,4 vezes para 4,2 vezes, segundo o BTG Pactual. A instituição financeira vê uma mudança significativa na estratégia da Aegea, para o entendimento de que a participação em novas concessões dependerá de aportes adicionais de capital por parte dos acionistas. “Isso aborda diretamente a principal incerteza após a reapresentação das demonstrações financeiras: o crescimento continua sendo uma possibilidade, mas apenas em conjunto com um aporte adicional de capital”, analisa o banco.