A companhia aérea reverteu um lucro de R$ 1,293 bilhão anotado em igual intervalo do ano passado; receita foi recorde para o período 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A companhia aérea Azul reportou um prejuízo líquido de R$ 1,041 bilhão no segundo trimestre, revertendo os ganhos de R$ 1,293 bilhão em igual período do ano passado. Os resultados foram impactados por uma perda financeira reflexo do câmbio e da disparada do preço do combustível. A receita da empresa subiu 0,7%, para R$ 4,978 bilhões, um recorde para a companhia no período. Segundo a aérea, o resultado foi influenciado por tarifas mais elevadas no período, estratégia usada para compensar a subida dos combustíveis. Confira os resultados e indicadores da Azul e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 No trimestre, o preço médio que a empresa pagou por litro de combustível saltou 61,8%, para R$ 6,25. Como reflexo do cenário tarifário mais elevado, a empresa transportou 7,252 milhões de passageiros, queda de 9,1%. A oferta de assentos por km (ASK) apresentou queda de 10,6%. No lado doméstico, a oferta de assentos caiu 6,5% no trimestre na comparação anual. Já no internacional, a queda foi de 24,9%, sobretudo diante do processo de troca de aeronaves de grande porte da empresa. Considerando apenas o braço de transporte de passageiros, a receita caiu 0,4%, para R$ 4,5 bilhões. A linha de outras receitas e carga teve salto de 15,1%, para R$ 418 milhões. O Ebitda da aérea foi de R$ 510,1 milhões no trimestre, queda de 55,4% na comparação anual. A margem foi de 10,2%, queda de 12,9 pontos percentuais. Já o resultado financeiro foi negativo em R$ 882,2 milhões, revertendo o número positivo de R$ 913,5 milhões de um ano antes. A linha foi afetada por uma redução no resultado com operações de câmbio, que foi positivo em R$ 27,1 milhões no trimestre, contra um resultado também positivo de mais de R$ 1,7 bilhão um ano antes. “O segundo trimestre é, historicamente, o período mais desafiador do ano para a rentabilidade no Brasil, e o 2T26 foi impactado por um aumento significativo nos preços dos combustíveis e pela Copa do Mundo. Apesar desses desafios, a demanda manteve-se sólida, sustentando nossa receita recorde para um segundo trimestre, de R$ 5,0 bilhões, e um RASK (receita por assento ofertado) recorde de R$ 0,4341, um aumento de 12,7% em relação ao ano anterior”, disse John Rodgerson, CEO da Azul, no balanço. “À medida que a disponibilidade da frota se estabiliza e o crescimento moderado da capacidade é retomado a partir do 4T26, espera-se que essas pressões temporárias diminuam, permitindo à Azul capturar maior alavancagem operacional e converter os ganhos de eficiência de sua transformação em uma geração de caixa mais robusta e na criação de valor no futuro”, disse o executivo. Avião da Azul decola — Foto: Divulgação/Azul
Azul reverte lucro e tem prejuízo de R$ 1,041 bilhão no 2º trimestre
A companhia aérea reverteu um lucro de R$ 1,293 bilhão anotado em igual intervalo do ano passado; receita foi recorde para o período
533 words~2 min read






