O plano de governo do presidenciável do PL, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), promete combater e prevenir fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) como parte de sua estratégia de explorar na campanha eleitoral o escândalo dos descontos fraudulentos que envolveu Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

Ao apresentar suas propostas para a área, Flávio exime o governo Jair Bolsonaro (PL) e culpa a gestão petista pelo esquema de corrupção, alvo da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS no Congresso.

Auxiliares do candidato apostam em Lulinha e no escândalo do INSS como pontos centrais de desgaste para Lula durante a campanha. Também por isso, escolheram como candidato a vice-presidente o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPI do INSS que propôs em seu parecer final o indiciamento do filho de Lula.

O texto fala em "farra do INSS", uma "explosão de descontos indevidos que triplicou os valores roubados de idosos, pensionistas e beneficiários de programas sociais em 2023 e 2024", anos da gestão do PT.

"Foi a mobilização da oposição, após a CPI do INSS e contra a resistência do governo Lula, que conseguimos aprovar o fim definitivo dos descontos associativos, em novembro de 2025", diz ainda o plano.