Flin terá nomes como Valter Hugo Mãe, Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Jeferson Tenório, Emicida, Teresa Cristina, Celso Fonseca e Paulo Betti 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Abertura da Festa Literária Internacional de Niterói — Foto: Alexandre Cassiano Os múltiplos sentidos da escrita e da criação norteiam a segunda edição da Festa Literária Internacional de Niterói (Flin), iniciada ontem e com a expectativa de receber, com entrada gratuita, cerca de 30 mil pessoas até domingo, no Reserva Cultural, na Sala Nelson Pereira dos Santos e em outros palcos e espaços montados no bairro de São Domingos. Entre os destaques, estão nomes da literatura, como Valter Hugo Mãe, Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Jeferson Tenório, Ana Maria Machado, Eliana Alves Cruz, Jessé Souza, Luiz Antonio Simas, Tatiana Salem Levy; da música, a exemplo de Emicida, Ondjaki, Teresa Cristina, Celso Fonseca e Michael Sullivan; do teatro e do audiovisual, como Paulo Betti, Marcelo Adnet, Fabiana Karla, Dadá Coelho e Rosane Svartman; e das mídias digitais, como a youtuber Jout Jout, a podcaster Déia Freitas e Caito Mainier e Daniel Furlan, criadores do humorístico "Falha de Cobertura". Homenageando a antropóloga e filósofa Lélia Gonzalez (1935-1994), referência nos estudos de gênero e raça no Brasil, e tendo "Territórios das Palavras" como tema em 2026, o evento aposta na diversidade e na acessibilidade para o público, como explica o diretor artístico Jackson Jacques, que divide a curadoria da Flin com a escritora Vilma Piedade, a editora Elisa Ventura, o rapper MC Marechal, o músico Edu Krieger, a acadêmica Carla Portilho e o historiador Jordão Pablo de Pão. — Tentamos trazer o melhor de cada área, guiados por dois conceitos: o de festa, de celebrar todos esses encontros e trocas, as confluências de ideias; e o das narrativas, de como são construídas, do que queremos ouvir e dizer, enquanto público, enquanto curadoria — destaca Jacques. — Chegamos a esta edição com muito fôlego, vontade de crescer, com uma programação plural, que abrace desde os nossos pequenos, de forma gratuita e acessível. O diretor artístico aponta a importância de promover um grande evento literário a partir da bem-sucedida experiência da Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty, mas no centro da Região Metropolitana do Rio. — A proposta é desenvolver uma festa com as possibilidades e a importância das discussões da Flip, mas que permita um acesso mais facilitado ao público. A Flip é essa referência, mas Paraty ainda é um lugar muito exclusivo — comenta Jacques. — Hoje o leitor quer estar próximo do autor, trocar com ele, ter esse reconhecimento também. Já tivemos esse retorno muito forte do público no ano passado, e pensamos muito nossos espaços e a circulação para facilitar esses acessos. O evento conta com a parceria da Biblioteca Nacional e da Academia Brasileira de Letras (ABL), com a presença de imortais como Ana Maria Gonçalves, Miriam Leitão, Lilia Schwarcz, Geraldo Carneiro, Rosiska Darcy e Antônio Torres.