Carla Madeira quis saber se aquele movimento todo naquele canto histórico de Salvador era normal. Angela Fraga respondeu que não. O mérito, disse, foi todo da Flipelô, a Festa Internacional Literária do Pelourinho, que realizada dos últimos dias 5 a 9 de agosto.
Já são vários momentos marcantes em dez anos de festa, e isso desde o começo. A primeira edição, em 2017, abriu com Maria Bethânia cantando "Menino de Braçanã", do verso "quem anda com Deus não tem medo de assombração, e eu ando com Jesus Cristo no coração", na histórica Igreja de São Francisco.
Diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, que organiza a Flipelô, Fraga às vezes se pergunta se a repercussão do festival seria maior se, digamos, ele ocorresse a uns 2.000 km dali. Como em Paraty, sede da Flip, ou em São Paulo.
O sarau de Bethânia na igreja, por exemplo. "Se acontecesse isso em qualquer evento no Sudeste, seria o boom! Estaria em todas as mídias nacionais. E a gente não saiu nelas. Tudo bem, era a primeira edição."
Demorou nove anos para o Jornal Nacional noticiar a Flipelô pela primeira vez, no ano passado, lembra Fraga. A Companhia das Letras, editora de envergadura nacional, montou um espaço próprio no Pelourinho só agora, em 2026.








