Como Fellini, Bergman e, talvez, Tarkovski, Andrzej Wajda parece estar fora de moda para a cinefilia atual. Mais ainda que os outros três, que vez ou outra são lembrados como exemplos de um cinema que já não interessa.
Por isso a pequena mostra "Andrzej Wajda: O Romântico", que a Cinemateca Brasileira promove em parceria com a embaixada e o consulado da Polônia e com a distribuidora polonesa Manãna, vem em boa hora. São apenas seis filmes para comemorar o centenário do cineasta e lamentar os dez anos de sua morte.
São os mesmos títulos que passaram pelo festival Olhar de Cinema, de Curitiba, em junho. Em comum, são filmes mais sintonizados com um tipo de cinema que prevaleceu nos últimos anos, em detrimento de obras até mais famosas, hoje consideradas, equivocadamente, antiquadas.
Três são dos anos 1960, "Feiticeiros Inocentes", de 1960, "Tudo à Venda", de 1968, e "Caça às Moscas", de 1969. Mais três da década seguinte, "Terra Prometida", de 1974, "As Donzelas de Wilko" e "O Maestro", ambos de 1979.
Dos seis, ao menos três são imperdíveis. "Feiticeiros Inocentes" mostra, no ritmo do jazz, a juventude de Varsóvia na virada para a década de 1960, em meio a um afrouxamento do regime pós-stalinista e uma promessa de liberdade na cortina de ferro.






