Filiação ao Partido Missão foi feita em nome do senador com endereço fictício no "Bairro Miliciano"; registro acabou efetivado no sistema do TSE 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Convenção Nacional do PL oficializa a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência — Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo O cadastro falso feito em nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou dados em tom de chacota para filiá-lo ao Partido Missão. O endereço informado pelo autor do registro diz que o parlamentar mora na "Rua dos Bandidos", número 666, no "Bairro Miliciano", no Rio de Janeiro. Apesar dos dados falsos, a filiação acabou sendo efetivada pelo sistema Filia, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), depois que uma tentativa do partido de cancelar o registro foi recusada pelo próprio sistema. As informações constam de relatório técnico elaborado nesta quinta-feira (13) pela equipe de tecnologia do Partido Missão para subsidiar a apuração do caso e eventuais medidas. Segundo o documento, a filiação foi feita em nome de "Flávio Nantes Bolsonaro" por um terceiro não identificado e sem autorização do senador. O cadastro foi realizado às 9h05 de 2 de agosto. Além do nome de Flávio e de seu título eleitoral, foram informados o e-mail institucional do senador e o telefone de seu gabinete. O CPF usado, porém, foi o número fictício "123.456.789-09". O endereço registrado foi "Rua Dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano, Rio de Janeiro/RJ". Segundo o relatório, a "Rua Dos Bandidos" e o bairro "Miliciano" não correspondem a endereço identificável em cadastros oficiais do Rio. Para o partido, isso reforça a conclusão de que os dados foram inventados por quem realizou a operação. O sistema do Missão também registrou o endereço IP de origem do cadastro. O Partido Missão afirma possuir registros técnicos que permitem rastrear o episódio, entre eles o cadastro completo e seu histórico de alterações, os registros das tentativas de pagamento, a resposta recebida na tentativa de exclusão pelo Filia e as cópias dos e-mails enviados. O relatório também registra o IP usado para fazer o cadastro. O documento foi preparado, segundo o próprio partido, como "subsídio técnico para apuração de filiação realizada em nome de terceiro, sem autorização, para instrução de medida cabível".