Na avaliação de enviado especial ao país, situação atual é a pior desde a trégua mediada pelas Nações Unidas em 2022 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ativistas houthis permanecem sobre uma plataforma diante de um painel que retrata mísseis do grupo durante um ato contra a Arábia Saudita, em meio à escalada das tensões com o reino, em Sanaa, no Iêmen, em 31 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Khaled Abdullah O Iêmen enfrenta no momento o maior risco de retomar uma guerra de grande escala desde a trégua mediada pela ONU em 2022, alertou nesta quinta-feira o enviado especial Hans Grundberg. A ONU aponta que mais da metade da população do país experimenta profunda insegurança alimentar. O alerta das Nações Unidas vem após uma escalada nas hostilidades entre os houthis, grupo alinhado ao Irã, e o governo que é reconhecido internacionalmente — apoiado em especial pela Arábia Saudita, adversário do Irã —, o que eleva as tensões regionais. Grundberg disse ao Conselho de Segurança da ONU que a atividade militar se intensificou ao longo das linhas de frente no Iêmen, com ataques dos houthis causando baixas entre militares como entre civis nas regiões de Marib, Hadramawt e Mocha. Segundo ele, os ataques do grupo contra navios comerciais no Mar Vermelho e no Golfo de Áden ameaçam mergulhar o Iêmen ainda mais em confrontos regionais. Grundberg fez um apelo para que as partes em conflito trabalhem em conjunto de forma a distender a situação, fortalecendo o acordo de cessar-fogo.