De quando em quando, um novo objeto é elevado ao status de xodó nas redes sociais por supostos efeitos de lifting facial. Há alguns anos, foi a vez dos rolinhos de jade ou de quartzo, que pareciam pequenos rolos de pintura feitos de pedras. Houve também a era do gua sha, um pedaço de pedra, madeira ou plástico que também prometia desinchar o rosto e pescoço.
Sob a mesma premissa, a bola da vez são as escovinhas faciais: pequenas escovas com suporte de madeira e cerdas macias e abundantes. Os adeptos e adeptas garantem que a escovinha é capaz de modelar até os rostos mais inchados.
Essa sensação de rosto modelado e desinchado, porém, é passageira, na melhor das hipóteses. Segundo a dermatologista Marina Bragheto, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e professora no Instituto Boggio de São Paulo, a massagem mecânica desse objeto pode aumentar temporariamente a circulação sanguínea no rosto, o que favorece a movimentação dos líquidos superficiais.
A sensação pode ser de um rosto descansado, mas é temporário e superficial. Isso porque, segundo Bragheto, a massagem não é capaz de penetrar nas camadas profundas da pele, nem modificar sua estrutura.
"Um lifting verdadeiro acontece quando conseguimos estimular a produção de colágeno ou reposicionar tecidos, algo que depende de procedimentos médicos específicos", ela diz.









