Carolina Dieckmmann compartilhou nas redes sociais um momento de sua rotina de cuidados com a pele ao realizar um tratamento facial com ultrassom microfocado. Em vídeo publicado no Instagram, a atriz aparece durante o procedimento e comenta sobre a expectativa com o resultado. A cena chama atenção para uma técnica não cirúrgica que vem sendo utilizada na dermatologia estética como alternativa para tratar sinais de flacidez e estimular a produção de colágeno. "É bom, a doutora falou que eu vou ficar ótima", disse Carolina na gravação. Apesar de procedimentos desse tipo fazerem parte da rotina de cuidados de algumas celebridades, o ultrassom microfocado não tem uma indicação única nem produz o mesmo efeito em todas as pessoas. A escolha depende das características da pele, do grau de flacidez e do objetivo do paciente, segundo especialistas. A tecnologia utiliza ondas de ultrassom direcionadas a diferentes profundidades do tecido. A energia provoca pontos de aquecimento nas camadas selecionadas, desencadeando uma resposta do organismo associada à produção de colágeno. De acordo com a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, a técnica pode ser utilizada para melhorar a qualidade da pele sem a necessidade de cirurgia. O dermatologista Renato Soriani explica que o tratamento pode contribuir para a firmeza da pele e para a melhora da flacidez. Os efeitos, no entanto, dependem das condições individuais e da avaliação feita antes do procedimento. A profundidade alcançada varia de acordo com a ponteira utilizada. Segundo Beatriz, existem opções capazes de atuar em regiões mais superficiais, indicadas para alterações como linhas finas e poros, enquanto outras alcançam planos mais profundos do tecido. O tratamento substitui um lifting Apesar de ser frequentemente associado ao chamado "lifting sem cirurgia", o ultrassom microfocado não equivale a um procedimento cirúrgico. A técnica pode produzir melhora na aparência da flacidez, mas não promove os mesmos resultados de um lifting facial. Por isso, a indicação depende do grau de envelhecimento e das características de cada rosto. Em alguns casos, segundo Beatriz, o tratamento pode ser considerado antes de uma cirurgia, enquanto em outros pode ser utilizado como complemento após um procedimento cirúrgico. A resposta também não é imediata. A produção de colágeno ocorre de forma gradual, e o resultado pode aparecer ao longo dos meses seguintes à aplicação. Existem outros equipamentos O ultrassom microfocado não é exclusivo de um único aparelho. Existem diferentes equipamentos que utilizam a mesma tecnologia, com características, ponteiras e protocolos próprios. Alguns sistemas combinam o ultrassom com outras fontes de energia, como radiofrequência ou campo eletromagnético. Nesses casos, a proposta pode variar conforme a região tratada e a necessidade identificada pelo profissional. O dermatologista Abdo Salomão Jr. esclarece que determinadas associações podem ser utilizadas para objetivos diferentes. Enquanto algumas ponteiras concentram a energia em camadas mais superficiais, outras são direcionadas a regiões mais profundas. Por isso, a escolha do equipamento não deve ser feita apenas pelo nome da tecnologia. A avaliação médica é necessária para definir se o procedimento é adequado e qual protocolo faz sentido para cada paciente. Tratamento facial de Carolina Dieckmmann: como funciona o ultrassom microfocado — Foto: Reprodução Instagram E o chamado 'Ozempic Face'? Outra situação que passou a aparecer com mais frequência nos consultórios é a perda de volume e a flacidez facial associadas ao emagrecimento acelerado. O fenômeno ganhou o apelido de "Ozempic Face", em referência aos medicamentos da classe dos análogos de GLP-1, embora a alteração também possa ocorrer após emagrecimentos provocados por outras razões. Nesses casos, o tratamento precisa considerar o que mudou no rosto: em algumas pessoas, o principal problema é a perda de volume; em outras, a flacidez da pele ou a alteração do contorno. Segundo Renato, tecnologias que estimulam a produção de colágeno podem fazer parte da abordagem, mas não devem ser encaradas como solução única para todos os casos. A estratégia depende da avaliação do rosto e das estruturas que perderam volume ou sustentação. Quem pode fazer A indicação deve ser individualizada. Antes de realizar o procedimento, o paciente precisa passar por avaliação médica para identificar o grau de flacidez, as condições da pele e o resultado possível com a técnica. Também é importante alinhar expectativas. O ultrassom microfocado pode melhorar a aparência da pele e estimular colágeno, mas não interrompe o processo natural de envelhecimento nem produz os mesmos efeitos de uma cirurgia. Como qualquer procedimento estético, a segurança também está relacionada à indicação correta, ao conhecimento da anatomia e à execução por profissional habilitado. "A indicação para o procedimento deve partir de um médico", ressalta Abdo Salomão.