O nanico Partido da Causa Operária (PCO) caiu na rede da Polícia Federal. O presidente e figura constante em eleições presidenciais, Rui Costa Pimenta, foi alvo de busca e apreensão na operação Causa Própria, cujo nome não poderia ser mais adequado.

Quando deputados e senadores aprovam matérias do interesse da corporação dizemos que legislam em causa própria. É o que fazem os partidos com as verbas públicas destinadas à sua sustentação.

Passaram a fazer com mais afinco e desmazelo quando puderam contar, além do fundo partidário, com o fundo eleitoral.É dinheiro grosso, coisa na casa dos R$ 6 bilhões, somadas as duas fontes. Públicas, convém relembrar a todo instante a fim de ressaltar a responsabilidade que deveria corresponder à administração de tais recursos. O manejo impróprio da dinheirama à disposição dos partidos —entidades de direito privado, diga-se, para registrar que, a rigor, não deveriam ser sustentadas pelo Estado— não é novidade.

Existem, mas são raros os casos em que a Justiça Eleitoral aprova integralmente as contas dos partidos. Constantes mesmo são os apontamentos de irregularidades, das mais leves às mais graves. Há exemplos de desvios gritantes, como o uso do dinheiro para compra de imóveis, aluguel de carros, pagamento de passagens, hospedagens e vários tipos de despesas vedadas.