O PCO (Partido da Causa Operária) usou R$ 2,69 milhões do fundo eleitoral para contratar serviços de membros do próprio partido nas eleições municipais de 2024, de acordo com a prestação de contas do partido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
A Polícia Federal investiga se parte desses recursos foi desviada ou utilizada de forma irregular. Rui Costa Pimenta, presidente do partido, nega ilegalidade. "Não está na lei eleitoral, no regulamento do TSE, que você é obrigado a contratar empresas de pessoas que não tenham vinculação partidária", afirmou.
O PCO recebeu R$ 3,4 milhões do fundo eleitoral em 2024. Desse total, R$ 442,3 mil foram destinados à Zaira Produtora de Vídeo e Áudio, cuja dona é Perciliane Marrara Silva, candidata do PCO ao Senado pelo Distrito Federal neste ano. Ela também disputou uma vaga de deputada distrital pelo partido em 2012 e o governo do DF em 2014.
A loja de produtos do próprio partido recebeu R$ 299,8 mil. A Artes e Ofícios foi contratada para fornecer materiais impressos e "outros serviços técnicos", segundo documentos disponíveis na prestação de contas anual da sigla.
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