Eneva recebeu R$ 340 milhões da Vale como contrapartida pelo fim antecipado do acordo, valor que corresponde a 20 meses de receita líquida 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Tanques de liquefação de gás GNL (gás natural liquefeito) da Eneva — Foto: Divulgação/Eneva O diretor de finanças e de relações com investidores da Eneva, Marcelo Habibe, disse, nesta quinta-feira (13), que o cancelamento do contrato de fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) por meio de caminhões com a Vale (“small scale”) não era esperado pela empresa, mas é algo administrável. Leia mais:Térmica Azulão II adiciona R$ 2 bi de receita fixa anual à Eneva, calcula comandoConfira os resultados e indicadores da Eneva e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Segundo ele, em teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre, o encerramento amigável do contrato se deu porque a Vale fechou uma unidade industrial localizada no Maranhão, que demandava o insumo. Com a decisão, foram liberados 250 mil metros cúbicos por dia (m³/dia) de gás. O contrato foi encerrado em julho, e a Eneva recebeu R$ 340 milhões da Vale como contrapartida pelo fim antecipado do acordo. O valor corresponde a 20 meses de receita líquida. “Esse montante, somado ao fluxo de caixa operacional de cerca de R$ 150 milhões gerado pelo contrato entre 2025 e maio de 2025, compensa o valor da ordem de R$ 450 milhões investido na implantação do segundo trem [de liquefação de gás] na nossa planta”, disse Habibe. O executivo destacou que a empresa continua com foco na monetização do gás por meio do desenvolvimento de um corredor logístico. “Temos um ‘pipeline’ de clientes que estamos captando, retomando as discussões, além de intensificação do GNL para o transporte rodoviário. Acreditamos que o ‘mix’ entre alguns clientes industriais e outros de transporte rodoviário fará com que a gente possa alocar esse volume da Vale em um horizonte de tempo razoável", disse. Para Habibe, uma consequência do fim do contrato será a postergação, pela Eneva, da decisão de investimento para a implantação de um quarto trem de liquefação de gás natural, plano que estava em andamento com a perspectiva de que o uso do GNL por caminhões escalasse.