Segundo a companhia, o Banco do Nordeste é a alternativa mais óbvia para financiamento de projetos da Eneva que estão em andamento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Eneva poderá contratar mais usinas no âmbito do leilão de reserva de capacidade de março, diz comando — Foto: Reprodução O diretor de finanças e de relações com investidores da Eneva, Marcelo Habibe, disse, nesta quinta-feira (13), que a térmica Azulão II, trará uma receita fixa anual de R$ 2 bilhões à companhia, pelos próximos 15 anos, a partir do início da operação comercial, o que está previsto para ocorrer em julho de 2027. Segundo Habibe, em teleconferência com analistas sobre os resultados do segundo trimestre, a empresa, agregará um novo patamar de geração de resultados para a companhia, com o início da vigência do contrato firmado no leilão de reserva de capacidade, voltado para a segurança energética. Além disso, a usina Azulão I, que entrou em operação em agosto, passou a adicionar R$ 278 milhões de receita fixa anual à base contratada da Eneva pelos próximos 15 anos. Habibe salientou ainda que a Eneva terá reflexo, nos próximos meses, com o início das térmicas a gás da companhia que estão localizadas no Espírito Santo, que vão somar R$ 484 milhões por ano ao caixa, com contratos que duram 10 e 15 anos. Já o diretor de exploração, desenvolvimento e construção da Eneva, Andrea Monte, afirmou que a expansão do hub de gás natural do Sergipe está com 22% das obras concluídas, e a previsão é que inicie operação comercial em outubro de 2028. O hub Sergipe, que contratou três novas térmicas na região no leilão de reserva de capacidade, teve avanços na terraplenagem e na emissão de licença de instalação para obras no subsolo. Habibe afirmou também que a Eneva poderá contratar mais usinas no âmbito do leilão de reserva de capacidade realizado em março, diante da inabilitação de usinas que venceram o certame, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com a inabilitação de vencedores de contratos com início de fornecimento em 2028 e 2029, a Eneva poderá ser chamada para passar pela habilitação técnica prévia à assinatura dos contratos. “Se formos chamados, estamos preparados para atender a esse chamado. No momento, apenas fomos citados em uma nota técnica da Aneel [para uma possível habilitação em lugar dos empreendimentos vetados]”. Financiamentos Marcelo Habibe disse também que o Banco do Nordeste é a alternativa mais óbvia para financiamento de projetos da Eneva que estão em andamento. Segundo ele, como a maior parte dos projetos da Eneva está concentrada no Nordeste do país, o banco de fomento regional se torna viável para a obtenção de crédito, em um cenário de taxa de juros mais elevada que leva a Eneva a buscar estratégicas para manter uma estrutura de capital mais saudável. “Depois disso, 100% dos nossos projetos aqui, eles são elegíveis a debêntures de infraestrutura”, disse Habibe.