A CSN anunciou na noite de quarta-feira (12) que teve prejuízo líquido de R$ 773,1 milhões no segundo trimestre, ante prejuízo de R$ 130,4 milhões registrado no mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado pelo grupo industrial.

O resultado, porém, foi menos negativo do que o esperado pelo mercado. Analistas consultados pela LSEG previam, em média, prejuízo de R$ 1,11 bilhão.

O desempenho, segundo a empresa, foi apoiado por forte alta no resultado de equivalência patrimonial, impulsionado pela participação na MRS, além de menor impacto de determinadas despesas operacionais em relação ao trimestre anterior.A companhia apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 2,77 bilhões, avanço de 4,9% na base anual, em linha com a média de previsões da LSEG.

A receita líquida da empresa, que produz aço, minério de ferro, cimento e atua nos mercados de energia e logística, somou R$ 11,31 bilhões, crescimento de quase 5,7% em relação ao ano anterior, e também dentro do esperado pelo mercado.

A CSN terminou junho com alavancagem financeira de 3,49 vezes, ante 3,24 vezes no mesmo período de 2025.A companhia afirmou que a melhora operacional em praticamente todos os segmentos, especialmente siderurgia e cimento, foi parcialmente compensada por maiores despesas financeiras decorrentes da variação cambial, que levaram o resultado financeiro a um saldo negativo de R$ 1,84 bilhão no trimestre.