Empresa divulgou, na segunda-feira, que havia recebido propostas vinculantes para a venda da subsidiária CSN Cimentos, sem informar quantas seriam, nem quem as teria feito 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) considera que os nomes dos grupos que fizeram propostas pela sua divisão de cimentos é uma informação sem relevância. A afirmação da siderúrgica consta em um esclarecimento solicitado pela Comissão de Valores Mobiliários a respeito de uma matéria publicada pelo Valor com a descrição das três partes interessadas no negócio. A CSN argumenta ter informado ao mercado os dados que considerou relevantes a respeito do avanço do processo de desinvestimento. Na segunda-feira (10), a empresa divulgou que havia recebido propostas vinculantes para a venda da subsidiária CSN Cimentos, sem informar quantas seriam, nem quem as teria feito. Matéria publicada pelo Valor no mesmo dia, com base em fontes, informou que a empresa recebeu três ofertas vinculantes, da chinesa Huaxin, de um consórcio formado pela brasileira Votorantim e pela italiana Cementir e outra da também brasileira Polimix. “A companhia frisa que a informação veiculada na imprensa não tem relevância, tanto assim que não provocou, após a sua divulgação, qualquer oscilação atípica no volume de negociações ou na cotação das ações de emissão da companhia, o que evidencia que o mercado absorveu a informação dentro dos parâmetros normais de volatilidade”, afirma a CSN. Na visão da empresa, a relevância reside estritamente na confirmação do recebimento de mais de uma proposta vinculante, “o que demonstra a existência de interesse na aquisição, em procedimento de competição saudável pelo ativo”. A CSN também afirma que a atribuição do valor de R$ 12 bilhões ao negócio de cimentos conforme a matéria com fontes configura “ilação precipitada”. Além disso, observa que existem compromissos de confidencialidade entre as partes que vedam a divulgação de certas informações relativas aos participantes do processo. “Qualquer revelação adicional neste momento, além de ser prejudicial para o processo competitivo como um todo, pode induzir o mercado a conclusões incorretas, isto é, que não condizem com o real andamento das tratativas”, completa a companhia. — Foto: Divulgação/CSN