Empresa evita detalhar as ofertas recebidas para o negócio de cimentos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Propostas na área de cimento 'estão muito claras', diz comando da CSN — Foto: Divulgação O diretor executivo de finanças da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Marco Rabello, afirmou, nesta quinta-feira (13), que nem o avanço na operação de venda do negócio de cimentos, nem a melhora operacional apresentada em todas as frentes de negócio da companhia no segundo trimestre mudam o cronograma de ações para desalavancagem. “Cimentos e infraestrutura são dois projetos que vêm sendo tocados em paralelo. [...] No final desse mês, a gente recebe as propostas não vinculantes da CSN Infra. Estamos impressionados com o volume de empresas que se interessaram em entregar essa proposta. As de cimento estão muito claras, já recebemos agora. E a companhia está sempre analisando outras novidades ou alternativas que possam desalavancar”, disse ele a analistas, durante teleconferência sobre os resultados da empresa no segundo trimestre. O executivo também evitou detalhar as ofertas recebidas para o negócio de cimentos. O Valor mostrou que a empresa recebeu três ofertas vinculantes da chinesa Huaxin, de um consórcio formado pela brasileira Votorantim e pela italiana Cementir, e outra da também brasileira Polimix. Em relação às medidas antidumping, o diretor executivo da companhia, Luis Fernando Martinez, disse esperar a adoção para os produtos laminados a bobina a quente, no fim de agosto ou em setembro. Ele afirmou que o governo federal poderia ser mais “célere, mas está muito mais atento a isso, porque agora, [a importação] começa a comprometer empregos não só na indústria do aço, como nas outras cadeias produtivas”, completou. Ativo de infraestrutura Segundo Marco Rabello, ainda não há definição sobre o tamanho da participação minoritária do negócio de infraestrutura que será vendido pela companhia. Segundo ele, as conversas apontam para um desinvestimento da ordem de 20% a 30%. “Vai depender bastante da finalização dos movimentos societários, da criação do veículo novo e das propostas que a gente receber no final deste mês. Vamos definir o percentual, mas ele não deveria ser menor que 20% e talvez não maior que 30% nesse momento”, disse. Troca de títulos internacionais e empréstimo-ponte O executivo comentou ainda a operação de troca de títulos internacionais realizada via a subsidiária CSN Inova Ventures. “A gente entra em um novo momento de rolagem de dívida com os bancos, que já vinha acontecendo, mas agora com todos os elementos para fazer em prazos e condições melhores”, disse ele sobre a conclusão da transação. Já sobre o empréstimo-ponte também realizado pela empresa, esclareceu que todo o recurso já foi sacado, mas ainda não usado completamente uma vez que está sendo empregado apenas para recompra de dívida.