Júri da Califórnia responsabilizou adolescente que dirigia em alta velocidade e seus familiares pela tragédia que deixou as duas meninas órfãs em 2022 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Duas gêmeas de 11 anos receberam uma indenização de US$ 33 milhões depois que um motorista adolescente colidiu com o carro da família, matando seus pais, Greg Ammen, de 44 anos, e Grace Spiridon, de 42 — Foto: Redes Sociais Um júri do condado de San Mateo, na Califórnia, determinou nesta terça-feira (11) que duas irmãs gêmeas receberão US$ 33 milhões, cerca de R$ 171,15 milhões, após perderem os pais em um acidente provocado por um racha, em 2022. Madison e Olivia Ammen tinham 7 anos quando o carro da família foi atingido por um Mercedes conduzido por Cesar Morales, então com 17 anos, em Redwood City. Pais morreram a poucos minutos de casa Segundo o The Mercury News. Greg Ammen, de 44 anos, e Grace Spiridon, de 42, morreram no local. As meninas, que estavam no banco traseiro, sobreviveram e posteriormente foram acolhidas pela tia, Liza Spiridon, responsável pela ação civil. Segundo o processo, Morales e Kyle Harrison, de 23 anos, chegaram a atingir velocidades entre 128 km/h e 160 km/h antes da colisão. O júri considerou Morales responsável por 60% dos danos, enquanto Harrison recebeu 15%. O pai de Morales, Arnold, foi responsabilizado por 20% e sua mãe, Susana Salto Alvarez, por 5%. Os jurados entenderam que os pais do adolescente foram negligentes na supervisão do filho. No total, as gêmeas receberão cerca de US$ 19 milhões por danos materiais e outros US$ 14 milhões por danos relacionados à perda da companhia e do amor dos pais. O veredicto ocorreu cerca de um ano depois de Morales, julgado como menor de idade, ter recebido 90 dias de prisão domiciliar por sua participação no acidente. Harrison, que havia sido condenado a oito anos de prisão, morreu sob custódia em 2025 por uma overdose acidental. — Quando a verdade prevalece, ela não apenas inocenta, como também cura — disse Liza Spiridon à NBC Bay Area. Segundo ela, as meninas passaram por terapia após desenvolverem terrores noturnos e outros traumas relacionados ao acidente. Durante o julgamento, os advogados da família também rejeitaram a tentativa da defesa de responsabilizar Grace pela colisão, já que ela fazia uma conversão quando foi atingida. Para Liza, a decisão foi importante para preservar a memória da irmã. — Esperamos que o registro público agora reflita a verdade: que Grace foi uma vítima inocente — afirmou.