Não há nada de errado em querer ultrapassar limites pessoais ou buscar uma evolução constante. Conquistar algo que desejamos reforça a autoestima e aumenta o nosso entusiasmo pela vida. No entanto, a necessidade de ser o melhor em tudo, a todo momento, pode trazer o oposto: frustração, vazio, medo de começar algo novo e até transtornos como burnout, ansiedade e depressão. Afinal de contas, ninguém consegue estar sempre no topo do pódio.
Professor de psicologia e ciências do comportamento da London School of Economics, Thomas Curran, estuda o perfeccionismo entre estudantes universitários. Em sua palestra no TED, ele afirma que os jovens de hoje estão ainda mais preocupados em atingir a perfeição do que os dos anos 1980. Por quê? E como sair dessa armadilha?
De fora para dentro
Vivemos em uma sociedade que nos ensina, nos estimula e, muitas vezes, nos obriga a competir com outras pessoas. Logo na infância, é possível perceber que quem tira as melhores notas, ganha reconhecimento. Mais tarde, é preciso ter um ótimo desempenho no vestibular para cursar uma universidade "boa". Na vida adulta, a saga se intensifica: se destacar para conseguir entrar em um mercado de trabalho saturado, mostrar excelência para crescer dentro da empresa, etc.








