Demanda disparou para 15.726 megawatts, diante de disponibilidade de 12.000 MW 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Venezuela reduz jornada do setor público para 'acalmar' crise elétrica — Foto: David Guttenfelder/New York Times A Venezuela reduziu a jornada de trabalho no setor público para "acalmar" a crise elétrica que atinge o país, anunciou nesta quarta-feira a presidente Delcy Rodríguez durante a assinatura de um acordo com a empresa privada argentina IMPSA para concluir uma usina hidrelétrica. A Venezuela registra os maiores picos de consumo em quase uma década, o que obriga a realizar racionamentos que geraram protestos nas últimas semanas em vários estados. Rodríguez afirmou que, na terça-feira, a demanda disparou para 15.726 megawatts, diante de uma disponibilidade de cerca de 12.000 MW, até agora a maior de 2026. "Temos as maiores demandas, as temperaturas mais altas, o calor mais intenso, justamente decorrente da emergência climática", afirmou Rodríguez ao assinar um acordo para concluir a usina hidrelétrica de Tocoma, no estado de Bolívar (sul). Equipes internacionais chegam à Venezuela para auxiliar resgates após terremoto 1 de 11 Bombeiros e militares brasileiros embarcam em uma aeronave da Força Aérea Brasileira para uma missão de ajuda humanitária à Venezuela — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP 2 de 11 Bombeiros equatorianos da equipe de Busca e Resgate Urbano (USAR, na sigla original) chegam ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em La Guaira. — Foto: Federico PARRA / AFP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Membros de uma equipe colombiana de Busca e Resgate Urbano (USAR, na sigla original) chegam ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em La Guaira — Foto: Federico PARRA / AFP 4 de 11 Membros de uma equipe de resgate do Exército mexicano chegam ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em La Guaira, Venezuela — Foto: Federico PARRA / AFP X de 11 Publicidade 5 de 11 Militares brasileiros voam em avião da FAB para Venezuela — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP 6 de 11 Equipes de busca e resgate dos Estados Unidos embarcam em uma aeronave militar C-17 Globemaster III com destino à Venezuela — Foto: US SOUTHERN COMMAND / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Bombeiros colombianos embarcam em uma aeronave da Força Aérea Colombiana com ajuda humanitária para a Venezuela — Foto: Luis ACOSTA / AFP 8 de 11 Bombeiros brasileiros aguardam para embarcar em uma aeronave da FAB para uma missão de ajuda humanitária à Venezuela — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP X de 11 Publicidade 9 de 11 Militares mexicanos caminhando com cães de serviço militar na Base Aérea Militar de Santa Lucía, no Estado do México — Foto: Mexican Presidency / AFP 10 de 11 Equipes de resgate e profissionais de saúde do Exército mexicano seguram as bandeiras do México e da Venezuela, na Base Aérea Militar de Santa Lucía, no Estado do México — Foto: Mexican Presidency / AFP X de 11 Publicidade 11 de 11 Avião do México com destino à Venezuela — Foto: Gerardo Luna / AFP Um total de 17 países chegaram a Caracas A presidente interina explicou que "a administração pública está trabalhando dia sim, dia não: um dia se trabalha e um dia não se trabalha". Mas agora a jornada de trabalho foi reduzida pela metade e vai das 8h às 12h30, exceto nos serviços essenciais, como a saúde. "O plano de economia é justamente para poder acalmar a demanda enquanto avançamos na recuperação de mais megawatts para o sistema, de um sistema que tem sido muito demandado, não apenas pela situação climática, mas também pelo crescimento econômico", afirmou. Além do acordo com a IMPSA, a presidente interina, que governa sob forte pressão dos Estados Unidos, assinou acordos com a General Electric para aumentar a geração de eletricidade. Os apagões se prolongam nas regiões do interior da Venezuela há anos, algo que especialistas atribuem à má gestão do setor elétrico e à falta de manutenção da rede. Até agora, os cortes de energia não atingiam Caracas, mas, nas últimas semanas, alguns foram registrados na capital.