Iniciativa já promoveu encontros do público com autores como Conceição Evaristo, Mia Couto e Leonardo Padura 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Clube de leitura no CCBB do Rio, com Ramon Nunes, Nei Lopes, Luiz Antonio Simas e Suzana Vargas — Foto: Ana Branco Depois de cinco anos de encontros no Rio de Janeiro, o Clube de Leitura do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) chega a Brasília em outubro. Criado pela escritora, professora e curadora Suzana Vargas em 2021, o projeto reúne mensalmente leitores, escritores, artistas e críticos para discutir uma obra escolhida pelo público. A expansão para Brasília acontece num momento em que os clubes de leitura estão em alta. Espalhados por livrarias, bibliotecas e centros culturais, com encontros presenciais ou on-line, esses grupos ganharam força sobretudo depois da pandemia, quando a busca por experiências culturais presenciais e compartilhadas voltou a crescer. No Rio, foram 49 encontros desde agosto de 2021, com cerca de 4 mil participantes presenciais. Já compareceram ao evento nomes como o moçambicano Mia Couto, o cubano Leonardo Padura e os brasileiros Conceição Evaristo, Nei Lopes e Luiz Antonio Simas, Ney Matogrosso, Adriana Calcanhotto e Gregorio Duvivier. Os encontros no CCBB-Rio misturam entrevista, leitura de trechos, contextualização das obras e perguntas da plateia. O livro de cada edição é escolhido por votação pública nas redes sociais do CCBB. Há cerca de dois anos, Suzana divide a mediação com o escritor e jornalista Ramon Nunes Mello. O público é heterogêneo: tem de 20 a 75 anos e inclui frequentadores que acompanham praticamente toda a programação, além de leitores de outras cidades que viajam para determinados encontros. A votação que define os livros reúne atualmente cerca de cem participantes por edição. Os livros escolhidos são incorporados previamente ao acervo da biblioteca para empréstimo, e outros títulos dos autores convidados são sorteados ao final dos encontros. As conversas também ficam disponíveis on-line. O Clube tem quase 28 mil visualizações no YouTube e acumulou mais de 500 mil visualizações nas redes sociais desde julho de 2023. Para Suzana, no entanto, “existe uma emoção que só a conversa presencial oferece”: — O leitor pode fazer perguntas, descobrir quem existe por trás do escritor, levar um autógrafo para casa, tirar fotos, conversar. Não é apenas assistir; é participar — diz a autora de “Leitura: uma aprendizagem de prazer” (Alta Books). A ida para Brasília impõe uma nova tarefa à curadoria: descobrir quais livros e autores podem produzir, na capital, o mesmo tipo de conversa que se formou no Rio. — Hoje considero não apenas minhas preferências como leitora, mas também aquilo que desperta o interesse do público. Continuo convidando autores que considero essenciais, mas procuro compreender os fenômenos editoriais e encontrar caminhos para ampliar esse diálogo — diz Suzana. — Os temas são infinitos, bons autores não faltam. O Brasil tem uma produção literária imensa. Gostaria de trazer autores de todas as regiões do país. Ainda há muito para conversar.
Clube do livro do Centro Cultural Banco do Brasil completa cinco anos no Rio e se prepara para estrear em Brasília
Iniciativa já promoveu encontros do público com autores como Conceição Evaristo, Mia Couto e Leonardo Padura
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