Candidato à presidência da República pelo PL, o senador Flávio Bolsonaro atribuiu a seu currículo em páginas oficiais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e do Senado uma pós-graduação que não cursou. A UFRJ, onde a especialização em Ciências Políticas teria sido realizada, afirma não ter registro do parlamentar como aluno.
Nesta quarta-feira, a campanha afirmou que a informação teria sido fruto de um “erro ou equívoco”. Além disso, informou em nota que a formação acadêmica de Flávio é outra: graduação em Direito pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduação em Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro e MBA em Empreendedorismo pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
A explicação remete a uma série de episódios semelhantes envolvendo integrantes do bolsonarismo. Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), pai do hoje postulante ao Palácio do Planalto, ministros e aliados tiveram informações sobre sua formação acadêmica contestadas e tiveram de corrigir dados publicados em currículos e perfis oficiais.
Em alguns casos, os questionamentos envolveram títulos que não haviam sido obtidos. Em outros, informações atribuídas a políticos foram justificadas como erros de assessoria ou de divulgação. Houve ainda currículos com problemas bibliográficos, como obras que não pertenciam aos autores indicados.










