Instituição diz desconhecer vínculo, e campanha atribui falhas a informações equivocadas publicadas na internet 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O currículo do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), apresenta uma inconsistência segundo revelou o g1 nesta quarta-feira (12). As páginas de perfil de Flavio tanto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), quanto no Senado, apresentavam ele como pós-graduado em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A universidade, no entanto, não confirma a informação. A campanha do senador afirmou que Flávio é graduado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduado em Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) e tem MBA em Empreendedorismo pela FGV, conforme consta no seu site oficial. “Eventuais registros diferentes desses tratam-se de erros ou equívocos, possivelmente extraídos de páginas como a Wikipedia. A equipe do parlamentar já solicitou as correções junto à plataforma”, diz a nota enviada pela campanha. Procurada pelo g1, a UFRJ disse que não tem registros de Flávio Bolsonaro como aluno. "Pelo Sistema Integrado de Gestão Acadêmica (SIGA), não há registro referente ao sr. Flávio Nantes Bolsonaro como discente [aluno] na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Consta o nome de Eduardo Nantes Bolsonaro, como concluinte em Direito”. Flavio foi deputado estadual por quatro mandatos antes de ser senador. A revelação gerou reações de outros presidenciáveis. Ronaldo Caiado (PSD) disse que quem mente no currículo não tem compromisso com a verdade na hora de governar. “Se um médico coloca especialização falsa no currículo, perde o CRM. Na vida pública, parece que virou só ‘erro de digitação’”, afirmou. Renan Santos (Missão) ironizou a formação acadêmica atribuída a Flávio Bolsonaro e acusou o adversário de mentir sobre a suposta pós-graduação. “Estou vendo com muito humor e com muita curiosidade o Flávio Bolsonaro, que botou seus cachorros para dizerem que o Renan não se formou na USP, querendo me diminuir, agora demonstrando a má-fé dele. Agora a gente descobre que a tal da pós-graduação dele na UFRJ não existiu”, afirmou Renan. Esta não é primeira vez, no entanto, que o círculo da família Bolsonaro tem erros ou inconsistências apontadas em seu currículo. Durante o governo do pai, Jair Bolsonaro (PL), diversos ministros foram alvos de revelações que apontavam inconsistências. Em janeiro de 2019, uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostrou que a então ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos e hoje senadora, Damares Alves (Republicanos), não era "mestre em educação” e “em direito constitucional e de direito da família”, como afirmava em seus discursos. Em fevereiro de 2019, o site The Intercept Brasil revelou que o ex-ministro do Meio Ambiente e candidato a senador, Ricardo Salles (Novo-SP), nunca estudou na Universidade Yale, nos Estados Unidos, e não obteve o título de mestre em direito público pela instituição americana. Na época, a informação tinha sido veiculada pelo programa Roda Viva da TV Cultura. Na esquerda, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), colocava no currículo os títulos de mestre e doutora em economia pela Unicamp, na verdade, ela havia concluído os créditos mas não tinha nenhum dos diplomas por não ter defendido a tese. A revelação veio à tona pela Revista Piauí, em 2009. Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Campanha confirma erro em currículo de Flávio que citava especialização em universidade federal
Instituição diz desconhecer vínculo, e campanha atribui falhas a informações equivocadas publicadas na internet










