Advogada conta que corrida de táxi entre dois bairros vizinhos na Zona Sul que daria R$ 25 custou R$ 2.500 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Alice Tamborindeguy registrou ocorrência após sofrer golpe de taxista no Rio — Foto: Reprodução Alice Tamborindeguy, ex-deputada estadual do Rio, registrou ocorrência na 12ª DP (Copacabana) com o relato de que sofreu o "golpe da maquininha", na Zona Sul da cidade. Ela passou o cartão para pagar R$ 25 por uma corrida entre dois bairros e, na fatura, apareceu o valor de R$ 2.500. — Foi o golpe da maquininha. Sabe aquele golpe que é R$ 25 e eles colocam R$ 2.500? Isso que aconteceu comigo pode acontecer com qualquer pessoa. Estou fazendo uma ocorrência. A gente não pode permitir que isso aconteça — disse a irmã de Narcisa Tamborindeguy. O fato relatado aconteceu no dia 6 de agosto, na última quinta-feira. Ao GLOBO, Alice conta que só notou o valor adulterado quando checou sua fatura do cartão de crédito, nesta quarta (12). — Estou super chateada de peder este dinheiro. Eles adulteram o valor e você não percebe, de tão bem feito que é. Um absurdo isso. A corrida era muito perto, entre dois bairros da Zona Sul. Quatro homens presos em abril Há quatro meses, quatro homens foram condenados após serem denunciados por tentativa de aplicar golpes em turistas de Ipanema, Zona Sul o Rio. Eles tentaram cobrar R$ 10 mil de um casal italiano por uma compra de R$ 100. A condenação foi obtida pelo Ministério Público Federal (MPF). A Justiça Federal reconheceu que os réus cometeram os crimes de contrabando, pela venda de cigarros eletrônicos, proibidos no Brasil, e estelionato tentado. As penas variam de três anos e seis meses a cinco anos e vinte dias de reclusão, além de multa. Policiais civis da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), no Leblon, flagraram a ação. Os agentes já realizavam diligências na região após um golpe semelhante aplicado, cerca de meia hora antes, contra um turista romeno. Na ocasião, ele foi empurrado, teve o telefone roubado e sofreu uma cobrança de R$ 10,3 mil no cartão por um único cigarro. Na delegacia, os suspeitos foram reconhecidos pelas vítimas das duas ocorrências. Os quatro detidos tinham histórico criminal. Um deles, apontado como responsável por organizar o esquema, acumula 11 anotações policiais por associação criminosa, roubo, furto e estelionato — crimes pelos quais outros dois comparsas também respondem. Os demais têm passagens por associação criminosa, roubo, furto, estelionato, corrupção ativa, receptação e tráfico de drogas. A investigação aponta que os criminosos escolhiam estrangeiros como alvos e ofereciam itens de baixo valor para, na hora do pagamento, registrar cobranças exorbitantes. De acordo com a sentença, o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas, escolhendo estrangeiros como alvos
Ex-deputada Alice Tamborindeguy relata ter sofrido 'golpe da maquininha' no Rio
Advogada conta que corrida de táxi entre dois bairros vizinhos na Zona Sul que daria R$ 25 custou R$ 2.500






