Vítima acreditou ter tido êxito em processo judicial e fez R$ 65 mil em transferências para receber supostos valores devidos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Viatura da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 10:11 Polícia Civil do Rio desarticula golpe do falso advogado com prisões em duas cidades A Polícia Civil do Rio prendeu dois suspeitos envolvidos no golpe do falso advogado, que levou uma vítima a transferir R$ 65 mil acreditando ter ganho um processo judicial. A operação, chamada Fake Lawyer, resultou na prisão de um suspeito no Rio e outro em São Paulo. Os envolvidos foram indiciados por estelionato e já tinham antecedentes criminais. A polícia alerta para a necessidade de confirmação de pagamentos com advogados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) fizeram, nesta quarta-feira, a Operação Fake Lawyer contra suspeitos de se passarem por advogados para dar golpes. Os dois alvos da ação tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e foram presos — um deles na capital fluminense e outro em Santa Bárbara d'Oeste, no interior de São Paulo. As investigações começaram após uma vítima denunciar aos investigadores ter sido induzida a acreditar que havia obtido êxito em um processo judicial e que, para receber os valores supostamente devidos, precisaria fazer transferências bancárias. Convencida pelos criminosos, ela acabou tendo um prejuízo de cerca de R$ 65 mil. De acordo com a apuração policial, a conta bancária da vítima foi acessada a partir de uma conexão de internet de um dos investigados — o que, segundo os agentes, evidencia que ele foi o beneficiário direto dos valores obtidos por meio da fraude. Em relação ao outro suspeito, foi constatado, conforme as investigações, que a conta usada no crime foi aberta em seu nome com o uso de mecanismos para burlar os sistemas de segurança da instituição financeira. Além disso, os policiais descobriram que o homem possui antecedentes criminais por roubo. Os investigadores descobriram ainda que os suspeitos respondem a outro procedimento policial por crimes semelhantes ao que resultou na Operação Fake Lawyer. Agora, os presos foram indiciados por estelionato e denunciados ao Ministério Público. A Polícia Civil alertou que neste tipo de golpe os criminosos usam dados de processos judiciais, perfis falsos em redes sociais e aplicativos de mensagens para enganar as vítimas, causando consideráveis prejuízos financeiros e comprometendo a confiança no sistema de Justiça. "Antes de realizar qualquer transferência, é necessário confirmar com o advogado ou com o escritório responsável a necessidade de pagamento relacionada a processos judiciais", destacou a corporação. Em outro trecho, a instituição orientou que "todos os casos sejam registrados para que possam ser investigados de forma individual e para que os autores sejam identificados e responsabilizados criminalmente". Mais de duas mil denúncias Em nota, a OAB-RJ manifestou total apoio à Operação Fake Lawyer. "Ações enérgicas como esta são fundamentais para desarticular grupos criminosos especializados, que se passam, de forma fraudulenta, por profissionais da advocacia para lesar a população", destacou um trecho. Segundo a presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio, desde o ano passado a Ordem já recebeu 2.106 denúncias sobre esse tipo golpe. — É muito importante que as pessoas desconfiem de pedidos de pagamentos ou de transferências via pix relacionadas a algum processo na Justiça. Procure sempre o seu advogado para checar a veracidade das informações — orientou ela.