Caroline Soares Barros foi flagrada com R$ 500 mil em espécie sob escolta armada, episódio que deu origem à investigação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Caroline Soares Barros é escoltada por um policial — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 10:47 "Mulher da Mala": Caroline Barros é peça-chave em esquema de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole Caroline Soares Barros, apelidada de "mulher da mala", é investigada pelo Ministério Público por ser peça-chave em um esquema de desvio de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole. Flagrada com R$ 500 mil em espécie, ela teria sacado R$ 3 milhões em dinheiro vivo, dificultando o rastreamento dos recursos. Caroline presidia o Instituto BIO, que recebia repasses de empresas contratadas pelo IRM e transferia quase todo o dinheiro para sua conta pessoal. Ela e outros dirigentes do IRM foram presos, acusados de fraudar licitações e lavar dinheiro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A investigação que culminou na operação desta quinta-feira contra um suposto esquema de desvio de R$ 86 milhões no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia do governo do estado, começou com uma abordagem policial a Caroline Soares Barros. Em 9 de janeiro deste ano, ela foi flagrada transportando R$ 500 mil em espécie, dinheiro sacado em uma agência bancária de Teresópolis e levado sob escolta armada de vigilantes privados. A partir da apreensão do dinheiro, da quebra de sigilos e da análise do computador da investigada, o Ministério Público afirma ter desvendado uma organização criminosa que fraudava licitações, direcionava contratos públicos e lavava recursos desviados do instituto. Em nota, o Governo do Estado informou que a operação desta quinta-feira teve origem em auditorias da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que apontaram indícios de irregularidades em contratos do Instituto Rio Metrópole (IRM). O governo afirmou que encaminhou os relatórios ao Ministério Público e destacou que a atual diretoria do instituto foi nomeada na gestão de Cláudio Castro, com mandato até dezembro de 2026. Para o Ministério Público, Caroline é uma das personagens centrais do esquema e recebe o apelido de "a mulher da mala". Segundo os promotores, cabia a ela retirar os recursos do sistema financeiro. A acusação sustenta que ela presidia o Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), entidade que recebia repasses das empresas contratadas pelo IRM, transferia quase todo o dinheiro para sua conta pessoal, realizava saques em espécie e transportava os valores para destino desconhecido, dificultando o rastreamento dos recursos públicos. Presa na operação desta quinta-feira ao lado do presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, do diretor Franquis Dias Nepomuceno e de outros integrantes da cúpula da autarquia, Caroline é apontada pelo Ministério Público como integrante da organização criminosa que teria fraudado licitações, direcionado contratos públicos, inflado aditivos e lavado dinheiro por meio de empresas privadas e de uma entidade sem estrutura operacional. Segundo a investigação, entre maio de 2025 e janeiro de 2026, Caroline realizou 13 saques, que totalizaram R$ 3,025 milhões em dinheiro vivo. Duas retiradas chegaram a R$ 500 mil cada. Para os promotores, a retirada sistemática do dinheiro vivo era uma forma de dificultar seu rastreamento. A denúncia sustenta que Caroline ocupava uma posição estratégica porque acumulava funções. Desde 2022, ela exercia cargo comissionado no Instituto Rio Metrópole e era fiscal dos contratos firmados com as empresas Engeconsult e R. Peotta, justamente as mesmas que, segundo o MP, posteriormente transferiam recursos para o Instituto BIO, entidade presidida por ela. Para os investigadores, quem deveria fiscalizar a execução dos contratos era, ao mesmo tempo, responsável pela instituição que recebia parte do dinheiro pago às contratadas. Na avaliação do Ministério Público, o Instituto BIO funcionava como uma entidade de fachada . A denúncia afirma que a instituição não possuía funcionários registrados e não apresentava estrutura compatível com os milhões de reais que recebeu em contratos de consultoria. Elo entre o dinheiro público Outro elemento considerado relevante pelos investigadores foi o material encontrado no computador de Caroline durante as buscas. Segundo a denúncia, havia arquivos editáveis de relatórios apresentados pelas empresas contratadas ao IRM, documentos internos de processos administrativos da autarquia e propostas técnicas utilizadas nas licitações. Para o Ministério Público, o conteúdo reforça a tese de que integrantes do grupo compartilhavam documentos que deveriam permanecer separados entre contratante e contratadas. Ao descrever a função exercida por Caroline, os promotores afirmam que ela era o elo entre o dinheiro público desviado e seu destino final. O GLOBO está tentando contato com a defesa de Caroline e ainda não conseguiu retorno.
Quem é a 'mulher da mala' que sacou R$ 3 milhões em dinheiro no esquema do Instituto Rio Metrópole, segundo o MP
Caroline Soares Barros foi flagrada com R$ 500 mil em espécie sob escolta armada, episódio que deu origem à investigação






