Motivo para essa restrição maior seria o crescimento da inadimplência dos compradores, dado o nível de endividamento da população, e com dívidas caras 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Caixa Econômica Federal, maior operadora dos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), tem sido mais “cautelosa” com a análise de crédito para as contratações do programa, afirmou o CEO da Direcional, Ricardo Gontijo, em teleconferência com analistas nesta quarta-feira (12). Ele destacou que vê esse movimento como algo positivo, ainda que impacte nas vendas das companhias que atuam no programa. O motivo para essa restrição maior seria o crescimento da inadimplência dos compradores, dado o nível de endividamento da população, e com dívidas caras. Gontijo destacou que o banco só terá apetite para se manter no programa se a inadimplência ficar em patamares viáveis. “Eu quero que a Caixa ganhe dinheiro com o programa, que remunere o capital”, afirmou. Confira os resultados e indicadores da Direcional e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A saída para a incorporadora, disse, é “aumentar a boca do funil”, atraindo mais clientes que possam passar pela análise do crédito. Ainda segundo o executivo, há espaço no orçamento do MCMV neste ano para mudanças nas faixas de renda ou no teto de preço de venda nas unidades, principalmente nas faixas 3 e 4, as que abrangem as maiores rendas contempladas pelo programa habitacional. O setor aguarda que o Conselho Curador do FGTS faça uma revisão em breve. Gontijo afirmou que a empresa tem percebido custos controlados de produção. “Não estamos vendo problema de insumos, inflação, que possa impactar nossa margem ou exigir incremento de preço relevante”, disse. CEO da Direcional, Ricardo Gontijo — Foto: Júlio Bittencout/Valor