Efraín Gallego não perde a esperança de que encontrem seu irmão com vida, embora, ao falar dele, preso sob os escombros de um edifício, sua voz fique embargada e ele precise engolir em seco até se recompor.

"É angustiante. Cada vez que há um alerta de que uma pessoa está viva, renasce em mim a esperança de encontrá-lo", diz Gallego, emocionado.

Seu irmão, de 80 anos, ficou soterrado junto com a esposa quando o edifício Torres del Limonar desabou, em Cali. O imóvel se tornou símbolo da tragédia nesta cidade, que, com dois milhões de habitantes, é a terceira mais populosa do país e uma das mais atingidas pelo terremoto que sacudiu a Colômbia na segunda-feira.

Voluntários e socorristas buscam sobreviventes em meio a escombros em Cali, na Colômbia - Joaqui Sarmiento - 11.ago.26/AFP

Das mais de 180 mortes contabilizadas até o momento no país, pelo menos 95 ocorreram em Cali, segundo informou o prefeito, Alejandro Éder. Não há um relatório unificado nacional dos óbitos, que são relatados por cidades e regiões —alguns veículos locais e agências de notícias falam em mais de 250 mortos.