Após pressão do MPE (Ministério Público Eleitoral), os partidos começaram a criar filtros para evitar que pessoas ligadas ao crime organizado se candidatem nas eleições. Em junho, quando o MPE fez recomendações oficiais, a Folha mostrou que só o MDB, entre os oito maiores partidos da Câmara, tinha regras do tipo.
Nos bastidores, porém, as legendas dizem que a cobrança é inócua e tenta terceirizar funções dos órgãos de fiscalização. A infiltração de facções na política institucional é tentacular e crescente: levantamento da revista piauí indicou que, em pleitos estaduais e nacionais, o número de candidaturas ligadas a grupos criminosos passou de 8 a 14 entre 2018 e 2022; nas eleições municipais, são ainda mais.
O Café da Manhã desta quarta-feira (12) recebe o repórter Allan de Abreu, que assina texto sobre o tema na piauí. Ele conta o que casos recentes em pequenas cidades mostram desse cenário, explica como a Justiça Eleitoral tem olhado para a questão e analisa os efeitos disso para a democracia.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.







