Governadora diz estar em trâmites finais para conseguir empréstimo e salvar BRBCelina Leão (PP) evita dar novo prazo para fazer aporte no Banco de Brasília após frustrar cronograma anterior. Gerando resumoBRASÍLIA — O governo do Distrito Federal quer mandar um recurso anunciado como parte do socorro ao Banco de Brasília (BRB) para financiar empresas de ônibus que operam o transporte coletivo em Brasília. PUBLICIDADEA proposta, enviada pela administração distrital para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, aumenta a incerteza sobre o futuro do BRB, que enfrenta um rombo deixado pelo Banco Master na instituição. Procurados, o governo do DF e a Secretaria de Economia ainda não se manifestaram. O governo do DF arrecadou R$ 1 bilhão com a venda de créditos da dívida ativa no mercado financeiro (a chamada securitização). Metade foi destinada ao Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev). A administração quer destinar a outra metade, um total de R$ 508 milhões, para subsidiar empresas de ônibus. PublicidadeO dinheiro da securitização havia sido anunciado inicialmente como um “plano B” para o BRB, caso o Distrito Federal não conseguisse um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O empréstimo está travado. Depois, a securitização foi anunciada como um recurso complementar para cobrir o rombo do Master no BRB. O governo esperava arrecadar R$ 4 bilhões com a operação rapidamente, o que não aconteceu. Leia tambémFalta de balanço do BRB emperra empréstimo para Distrito FederalCinco saídas para a crise do BRB – e quem perde com cada uma delasPor lei, metade do dinheiro da securitização tem de ser destinada para a previdência e a outra metade deve ser aplicada em investimentos. A restrição por si só gerou questionamentos, já que um aporte no banco não poderia ser classificado como investimento. O governo avisou o BRB que classificaria o recurso como investimento e que essa parte iria para o banco. O subsídio para o transporte também não poderia ser enquadrado como investimento. Até 2025, os recursos para as empresas de ônibus eram classificados como despesas correntes. A situação está sendo questionada internamente por consultores da Câmara Legislativa. O governo queria votar o projeto ainda nesta terça-feira, 11, mas o texto não foi pautado. PublicidadeSem dinheiro nem de empréstimo nem de securitização, a incerteza sobre o futuro do BRB aumentou. Em carta enviada à governadora Celina Leão, o FGC exigiu a publicação do balanço financeiro do Banco de Brasília para avaliar a concessão de financiamento. A governadora, por sua vez, disse que, se o balanço fosse divulgado antes do aporte, o banco seria liquidado. Na quinta-feira, 13, haverá uma reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar do assunto. O ministro Luiz Fux é relator de uma ação protocolada pelo Distrito Federal para forçar a União a conceder garantias para o empréstimo. O governo do Distrito Federal quer mandar um recurso anunciado como parte do socorro ao Banco de Brasília (BRB) para financiar empresas de ônibus que operam o transporte coletivo em Brasília. Um acordo foi assinado para a concessão do empréstimo pelo FGC, sem aval da União, mas com aval de bancos públicos e privados. As instituições privadas, porém, se recusam a entrar como avalistas da operação, como mostrou o Estadão. O governo do DF apresentará resultados parciais das contas de 2026 para convencer a União e bancos de que consegue pagar o empréstimo. PublicidadeO governo distrital havia prometido socorrer o BRB até abril, o que não aconteceu. No próximo domingo, 16, começa oficialmente a campanha eleitoral, o que aumentou a pressão sobre a governadora para uma solução para o BRB. Adversários acusam Celina de querer empurrar a crise — ou até mesmo a falência do Banco de Brasília — para depois das eleições. “Preocupação que eu tenho é o atual governo estar empurrando com a barriga para deixar o BRB quebrar depois da eleição. Era uma preocupação, agora eu tenho certeza”, disse o candidato do PSD ao governo, José Roberto Arruda. Vale ler tambémO privilégio silencioso de quem tem poder dentro das empresasInflação volta a ficar abaixo do teto da meta, mas BC não dá pistas sobre novos cortes de jurosGênio da lâmpada: IA interpreta literalmente o que pedimos, sem levar em conta o que achamos óbvio