EIA estimou que cerca de 5,5 milhões de barris por dia da produção de petróleo do Oriente Médio, ou mais de 5% do consumo global, ficaram paralisados só em julho 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Uma bomba de petróleo em Rmeilan, na província de Hasakah, Síria, em 4 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Orhan Qereman Alguns produtores do Oriente Médio provavelmente terão dificuldades para restabelecer a produção de petróleo aos níveis anteriores ao conflito até o fim de 2027, mesmo que os padrões comerciais voltem ao normal no início do próximo ano, informou nesta terça-feira a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês). Interrupções no transporte marítimo pelo estreito de Ormuz e ataques à infraestrutura energética forçaram produtores de petróleo em todo o Oriente Médio a reduzir drasticamente a produção, diminuindo a oferta global e levando os preços do petróleo às máximas de vários anos. A EIA estimou que cerca de 5,5 milhões de barris por dia da produção de petróleo do Oriente Médio, ou mais de 5% do consumo global, ficaram paralisados em julho, segundo o relatório de perspectivas de energia de curto prazo (Steo, na sigla em inglês) da agência referente a agosto. A EIA agora espera que os fluxos pelo estreito de Ormuz permaneçam severamente limitados durante agosto, após novos ataques a embarcações nas últimas semanas, mas parte do pressuposto de que os embarques começarão a aumentar lentamente em setembro. A agência, braço estatístico do Departamento de Energia dos Estados Unidos, já havia divulgado previsões semelhantes de um aumento iminente dos embarques por Ormuz, que não se concretizaram à medida que a guerra no Irã se prolongou. Mesmo que a maior parte da produção de petróleo do Oriente Médio e do comércio global retorne aos níveis anteriores ao conflito até o início de 2027, cerca de 600 mil barris por dia da produção da região permanecerão paralisados até o fim de 2027, afirmou a EIA no Steo de agosto. A EIA agora espera que a produção global de petróleo fique, em média, em cerca de 100,8 milhões de barris por dia neste ano, aproximadamente 1% abaixo da previsão do Steo de julho, informou a agência. A demanda mundial por petróleo, no entanto, deve ficar em cerca de 104 milhões de barris por dia, o mesmo nível da previsão de julho. O aumento do déficit de oferta levou a EIA a elevar suas projeções para os preços do petróleo tanto em 2026 quanto em 2027. Para 2026, a EIA afirmou agora esperar que os preços do petróleo Brent fiquem, em média, em US$ 86,81 por barril, enquanto o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) deve registrar média de US$ 80,88 por barril. A previsão anterior apontava para uma média inferior a US$ 82 neste ano para o Brent e pouco acima de US$ 76 para o WTI. Os preços devem cair no próximo ano, uma vez que a EIA parte do pressuposto de que a produção do Oriente Médio e o comércio global terão se recuperado substancialmente até o início de 2027, mas a agência agora prevê uma queda menos acentuada, já que parte da produção permanecerá paralisada por mais tempo. Os preços do Brent cairão 20,1% em relação a 2026, para uma média de US$ 69,39 por barril no próximo ano, ante a previsão anterior de queda de 20,9%, enquanto os preços do WTI recuarão 19,1%, para US$ 65,39 por barril, ante a projeção anterior de queda de 20,3%, segundo a EIA.
Parte da produção de petróleo do Oriente Médio continuará paralisada até 2027, diz agência dos EUA
EIA estimou que cerca de 5,5 milhões de barris por dia da produção de petróleo do Oriente Médio, ou mais de 5% do consumo global, ficaram paralisados só em julho






