0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Barril de petróleo cai abaixo de US$ 100 e bolsas globais disparam após cessar-fogo entre EUA e Irã — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 18:58 Demanda Global de Petróleo Cairá 1 Milhão de Barris até 2026, diz AIE A demanda global por petróleo deve cair 1 milhão de barris por dia até 2026, conforme prevê a Agência Internacional de Energia (AIE). Esta seria a primeira queda desde 2020, influenciada pelo fechamento do Estreito de Ormuz devido à guerra no Oriente Médio. Para 2027, a AIE projeta um crescimento modesto. A oferta global recuperou-se levemente, mas permanece abaixo dos níveis pré-guerra. Conflitos recentes elevaram os preços do petróleo, e a Rússia proibiu exportações de combustíveis, pressionando ainda mais o mercado, levando o governo brasileiro a manter subsídios e impostos temporários. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Agência Internacional de Energia (AIE) projetou que a demanda global por petróleo encerrará 2026 com queda de 1 milhão de barris por dia, apesar da recuperação esperada ao longo do segundo semestre. Se confirmado, será a primeira queda desde 2020, devido aos impactos do fechamento do Estreito de Ormuz por conta da guerra no Oriente Médio. A AIE estima que as contrações anuais desacelerem de 4,8 milhões de barris por dia no segundo trimestre de 2026 para 1,7 milhão de barris por dia no terceiro trimestre e 1,2 milhão de barris por dia no quarto trimestre. O resultado líquido será uma queda de 1 milhão de barris por dia em 2026. Para 2027, a agência prevê expansão de 2 milhões de barris por dia, ritmo que, segundo a AIE, representa um crescimento acumulado em dois anos bem abaixo das tendências históricas. Ainda de acordo com o levantamento, a oferta global de petróleo se recuperou fortemente em junho, avançando 4,1 milhões de barris por dia, para 98,8 milhões de barris por dia, com a retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz sustentando uma recuperação parcial da produção na região do Golfo. Apesar disso, a produção mundial permaneceu cerca de 9,4 milhões de barris por dia abaixo dos níveis pré-guerra. Em seu relatório, o Itaú salienta que quando o setor parecia caminhar para um ambiente mais normalizado, esta semana trouxe uma forte reversão. A nova escalada do conflito impulsionou os preços do petróleo, enquanto a decisão da Rússia de proibir as exportações de combustíveis aumentou ainda mais a pressão sobre o equilíbrio global de derivados. O barril fechou em queda de -0,20%, a US$ 76,01, mas durante a semana teve alta de 5%. "O resultado foi uma renovada pressão inflacionária no mercado doméstico, levando o governo a adiar o fim dos subsídios aos combustíveis e a prorrogar por mais 60 dias o imposto temporário sobre a exportação de petróleo bruto. Esse cenário criou uma situação agridoce para as ações das produtoras, já que a extensão do imposto sobre exportações esfriou o entusiasmo renovado provocado pela alta do petróleo".