No SP2B, Sankar Venkatraman falou sobre a importância de ter fluência, agência e criatividade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sankar Venkatraman, embaixador global do LinkedIn, em palestra no SP2B 2026 — Foto: Bruno Romani/O Globo Na era da inteligência artificial (IA), trabalhadores precisam desenvolver três características à medida que a tecnologia avança e altera o mercado: fluência, agência e criatividade. Sankar Venkatraman, embaixador global do LinkedIn, usou dados da plataforma nesta terça (11) para mostrar a importância dos três elementos em palestra na São Paulo Beyond Business (SP2B), conferência de tecnologia e inovação que ocorre na capital paulista até domingo (16). A fluência refere-se à capacidade de ser excelente naquilo que se propõe a fazer e à busca constante por requalificação. Isso envolve o desenvolvimento tanto de "core skills" (antigamente chamadas de soft skills), como liderança, gestão de pessoas e de tempo, quanto de habilidades específicas de IA, como saber delegar tarefas para máquinas e dominar prompt engineering (a capacidade de dar comandos para IAs). Ser fluente implica estabelecer-se como uma autoridade em sua área. Isso é vital porque modelos de linguagem (LLMs) utilizam plataformas como o LinkedIn como fonte de dados; portanto, ter uma presença ativa e técnica ajuda a garantir que sua expertise seja reconhecida pelo ecossistema de IA. Já a agência, que pode ser comprendida como autonomia, é definida pelo indiano como a liberdade para criar, o senso de propriedade e o espírito empreendedor. Segundo ele, é uma característica muito forte das novas gerações. " A agência é algo que está realmente se tornando algo integrado e adotada pela geração Z e, ainda mais, pela população mais jovem, pessoas na faixa etária de 15 a 19 anos", afirmou ele. Essa característica é impulsionado pela percepção de que, conforme as máquinas se tornam melhores em tarefas técnicas, a capacidade humana de agir com iniciativa e criatividade torna-se o grande diferencial. Segundo ele, para quem ocupa cargos de liderança, exercer a agência significa usar a própria voz para influenciar o mercado de trabalho. Por fim, ele destacou a criatividade, descrita como um traço "verdadeiramente humano". Ou seja, nenhuma máquina cria algo sem que o cérebro humano determine o que precisa ser feito. "As máquinas são excelentes e previsíveis, capazes de repetir tarefas em grande escala. Isso significa que o valor humano se destaca nas tarefas que exigem contexto, colaboração, comunicação, liderança — todos os elementos humanos que as máquinas não conseguem realizar", afirmou ele. Venkatraman afirma que essas três características podem aparecer em quatro grupos de habilidades. A primeira são habilidades cognitivas, como pensamento crítico, flexibilidade mental, destreza mental e comunicação. Tudo isso é importante para que o profissional se adapte rapidamente a novas ferramentas e contextos, além de fornecer o pensamento crítico necessário para o processo criativo. Outro grupo é self-leadership (autoliderança, em tradução literal), o que inclui autoconsciência, curiosidade, paixão pelo aprendizado contínuo e mentalidade empreendedora. O terceiro grupo é habilidades interpessoais, como empatia, inteligência emocional e a capacidade de compartilhar trabalho e experiências. O quarto grupo é habilidades digitais, o que inclui entender o funcionamento da IA, saber como delegar tarefas para agentes de IA e discernir o que é confiável. Brasil na plataforma O embaixador do LinkedIn também compartilhou informações sobre o Brasil na plataforma. Segundo ele, o país atingiu a marca de 100 milhões de usuários recentemente. Ele afirmou que o país está no "sweet spot" (ponto ideal) da força de trabalho global devido à sua demografia jovem e criativa. Em termos de penetração de habilidades de IA, o Brasil ocupa a 6ª posição no ranking mundial nos últimos 10 anos. Ele mostrou também que os brasileiros são otimistas em relação à tecnologia: 56% concordam que a IA é positiva para a sociedade, um contraste marcante com nações industrializadas ocidentais que se mostram mais céticas. No Canadá, esse número é de 34%, enquanto na Alemanha é de 37%.
Essas são as 3 características que trabalhadores precisam ter na era da IA, segundo o embaixador do LinkedIn
No SP2B, Sankar Venkatraman falou sobre a importância de ter fluência, agência e criatividade









