Após esgotar ingressos rapidamente, espetáculo expandiu suas apresentações para o Canadá e o Reino Unido 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jay Armstrong Johnson (acima) e Jimin Moon, atores do musical que parodia 'Rivalidade ardente' — Foto: Dolly Faibyshev/The New York Times RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você A produção reconta o romance secreto entre dois jogadores de hóquei sob a perspectiva cômica de um grupo de mães. O espetáculo foi estendido em Nova York. Após esgotar ingressos rapidamente, a paródia musical expandiu suas apresentações para o Canadá e o Reino Unido. A peça ocupa o antigo McKittrick Hotel. Os protagonistas revelaram que o projeto busca homenagear a obra original. Eles enfrentaram o desafio de adaptar o sotaque russo e lidar com a pressão dos fãs. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Em novembro do ano passado, uma pequena série canadense sobre dois jogadores rivais de hóquei profissional que se apaixonam em segredo tomou conta das telas de TV, dos programas de entrevistas noturnos e de todos os cantos das redes sociais. Não demorou para que o compositor e dramaturgo Dylan MarcAurele começasse a rascunhar o roteiro de “Heated rivalry: The unauthorized musical parody” (Rivalidade ardente: A paródia musical não autorizada, como seria no português). O espetáculo conta uma história semelhante à de Shane (Jimin Moon) e Ilya (Jay Armstrong Johnson), mas pela perspectiva das “Susans”, um grupo de mães que bebem vinho e esperam que seus maridos e filhos estejam dormindo para aproveitar o mundo aconchegante e excitante dos jogadores de hóquei. As mulheres funcionam como narradoras do espetáculo, recapitulando os acontecimentos da trama enquanto estão levemente embriagadas — mas nem sempre de maneira precisa, e é aí que entra a paródia. O espetáculo, que começou como uma leitura-concerto de uma única noite, foi estendido até novembro em Nova York e deu origem a produções adicionais no Canadá e na Grã-Bretanha, incluindo apresentações no Festival Fringe de Edimburgo. — Íamos fazer apenas dois concertos, e seria apenas isso — disse Alan Kliffer, diretor e produtor do espetáculo, em entrevista. — Mas os dois concertos esgotaram em 48 horas. Jay Armstrong Johnson (acima) e Jimin Moon, atores do musical que parodia 'Rivalidade ardente' — Foto: Dolly Faibyshev/The New York Times A produção ocupa o sexto andar do Culture Club, antigo McKittrick Hotel, onde “Sleep no more” ficou em cartaz por quase 14 anos. Kliffer, que se autoproclama um grande fã de “Sleep no more”, observou que o espaço faz o espetáculo parecer uma experiência completa, com um estande que vende o smoothie Kip’s Blue Moon Over Brooklyn, Canada Dry e outras guloseimas que fazem referências ao universo da série e piscam para sua base de fãs. Além disso, Johnson brincou: — Você sabe que este lugar é assombrado, com certeza. Dos bastidores, Johnson, MarcAurele e Moon — que fazem sua última apresentação nesta semana e serão substituídos por Aaron Alcaraz — falaram sobre a linha tênue entre parodiar uma série querida pelo público e acertar um sotaque russo. Abaixo, estão trechos editados da conversa. Dylan, como você decidiu transformar a série de TV em uma paródia musical? DYLAN MARCAURELE: Eu gostei muito da série muito rapidamente e comecei a anotar pequenas coisas que me chamavam a atenção, coisas que eram muito emocionantes ou que me faziam pensar: “Hã, por que eles fizeram isso?”. (Era) a única coisa à qual eu recorria para não me aprofundar demais na série e acabar fazendo uma adaptação em vez de uma paródia. JIMIN MOON: Acho brilhante o recurso narrativo que você criou com as Susans. Como foi o processo de escolha do elenco? JAY ARMSTRONG JOHNSON: Alan Kliffer, nosso diretor e produtor, entrou nas minhas DMs e perguntou se eu teria interesse. Eu disse que sim antes mesmo de ler esse roteiro brilhante ou ouvir essas músicas brilhantes. MOON: Zach Piser, que é um gênio, interpretava Shane nas leituras-concerto, e agora está fazendo “Maybe happy ending”, então vocês precisavam de um asiático. Vocês tiveram medo de ofender alguém que realmente ama a série? MARCAURELE: Tudo realmente surgiu de um lugar de alegria. As maiores ousadias são os afastamentos do material original. Eu diria que a música mais difícil de escrever foi a última, “I can host”, porque não tenho nada para tirar sarro. Aquele momento (quando Ilya vai até a casa de campo de Shane) foi perfeito. Vocês sentem pressão ao assumir os papéis de Ilya e Shane? JOHNSON: Eu senti isso desde o começo, quando anunciaram nosso elenco na internet. Bastou ver o debate que surgiu no mundo todo sobre “como vocês ousam pegar essa obra de arte perfeita e fazer piada com ela”. Calma, calma, calma! Isto é uma carta de amor para uma história de amor! MOON: Você não deveria ler os comentários, mas alguém comentou: “Parece que pegaram os rostos de Connor (Storrie) e Hudson (Williams) e passaram por cima deles com um caminhão”. Foi tipo: “Esse foi um novo headshot”. Storrie recebeu muitos elogios pelo sotaque russo… JOHNSON: Fiquei sabendo. Como você se preparou? JOHNSON: Entrei na leitura-concerto soando como se fosse da Transilvânia, porque pensei: “É uma paródia, certo?”. E essa equipe rapidamente me trouxe de volta para o caminho certo. Meu amigo Christopher Gurr, que é ator da Broadway e um ótimo preparador de dialetos, e eu fizemos algumas sessões para garantir que eu chegasse a um ponto em que soasse real, e não como uma caricatura de si mesmo. Dylan, como tem sido ver o espetáculo se expandir para o Canadá e a Grã-Bretanha? MARCAURELE: Achei que seria um concerto de uma única noite, então vê-lo crescer para três produções diferentes — e contando — é insano. Foi divertido pensar nos pequenos ajustes para as produções de Londres e Edimburgo. O diretor associado de lá disse: “OK, nós não temos exatamente a Shutterfly, mas temos uma lojinha chamada Snappy Snap”. Algum de vocês se importa com hóquei? MARCAURELE: Eu diria que é o único esporte que já gostei de assistir pessoalmente. MOON: Assistir? JOHNSON: Como você chama? A torcida? As arquibancadas? MARCAURELE: Bem, enfim, lembro que era divertido e cheio de energia.
Musical faz paródia de 'Rivalidade ardente' em Nova York: 'Carta de amor para uma história de amor'
Após esgotar ingressos rapidamente, espetáculo expandiu suas apresentações para o Canadá e o Reino Unido
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