Espetáculo, que foi visto por um milhão de pessoas em São Paulo, estreia na Cidade das Artes, na Barra, com elenco de 35 atores e mais de 260 profissionais nos bastidores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Myra Ruiz e Fabi Bang estrelam versão brasileira do musical 'Wicked' — Foto: João Caldas RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 15:53 Musical "Wicked" estreia no Rio com toques brasileiros e magia O musical "Wicked", adaptação do clássico da Broadway, estreia na Cidade das Artes, Rio de Janeiro, em 15 de julho. Com um elenco de 35 atores, o espetáculo destaca ilusionismo e cenas de voo, centrando-se na amizade entre Elphaba e Glinda, antes dos eventos de "O Mágico de Oz". Sob direção de Ronny Dutra, a produção brasileira mescla emoção, efeitos especiais e uma identidade própria, refletindo a cultura local. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Quando Elphaba atravessa o teatro voando e a Cidade das Esmeraldas surge diante da plateia, o musical “Wicked” provoca mais de um tipo de encantamento: há espectadores que ficam imóveis, outros que levantam os braços e aqueles que procuram a mão de quem está ao lado. Depois de dez anos interpretando a protagonista do espetáculo — que, em três temporadas, atraiu um milhão de pessoas em São Paulo e estreia quarta-feira na Cidade das Artes, na Barra — , Myra Ruiz conhece essa reação de cor. Ainda assim, evita olhar para a plateia nesse momento. — Todas as noites, tenho que me controlar para conseguir focar no trabalho e não chorar. A emoção é forte para o público e para mim também — conta a atriz sobre o voo que acontece durante a música “Defying gravity” (“Desafiando a gravidade”), quando a Elphaba, suspensa a 12m de altura, avança cerca de 25m por cima do público. Cena de 'Wicked', superprodução que chega ao Rio em julho — Foto: João Caldas Versão nacional do musical que estreou em 2003 na Broadway, inspirado no romance homônimo de Gregory Maguire, o espetáculo conta a origem das bruxas do clássico “O Mágico de Oz” (1939) antes da chegada de Dorothy. Na trama, Elphaba (Myra), uma jovem incompreendida de pele verde, conhece a popular e privilegiada Glinda (Fabi Bang) na Universidade de Shiz. É ali que nasce uma amizade improvável, muito antes de elas se tornarem a Bruxa Má do Oeste e a Bruxa Boa. — “Wicked” fala de temas muito humanos. É uma história de amizade, identidade, preconceito, cultura do cancelamento, e sobre como a gente julga antes de conhecer a verdade. O show convida a plateia a olhar para além das aparências e questionar quem escreve a narrativa que nós construímos — conta Ronny Dutra, diretor do espetáculo. Depois de conquistar os palcos, a obra ganhou duas adaptações para o cinema, lançadas em 2024 e 2025, com Ariana Grande e Cynthia Erivo e direção de Jon M. Chu, e apresentou Oz a uma nova geração de fãs, criando uma verdadeira Wickedmania. Na montagem brasileira, a amizade entre Elphaba e Glinda é vivida desde 2016 por Myra Ruiz e Fabi Bang, que protagonizaram todas as temporadas nacionais — em 2016, 2023, 2025 e agora no Rio. Cynthia Erivo e Ariana Grande em cena de "Wicked: Parte 2" — Foto: Divulgação / Universal Pictures Os bastidores da magia São três horas de peça, cerca de 200 personagens interpretados por 35 atores, 150 figurinos, 130 perucas, oito cenas com voos e uma operação que envolve mais de 260 pessoas. A Cidade das Artes, em termos de dimensão de caixa cênica, é um dos poucos teatros do país capazes de receber a montagem. Mas, segundo o diretor Ronny Dutra, toda essa infra é pedaço de algo maior. — Essa grandiosidade está ali para servir à emoção da história. Por mais que os efeitos especiais impressionem, o que marca o público é quando essa tecnologia desaparece diante da humanidade dos personagens. Cena de 'Wicked', superprodução que chega ao Rio em julho — Foto: João Caldas A engrenagem funciona a mil atrás da cortina. Enquanto a plateia acompanha a saga de Elphaba e Glinda, dezenas de profissionais coordenam trocas de figurino, maquiagem e caracterização em poucos segundos. Alguns atores interpretam até oito personagens. — Os técnicos fazem outro show nos bastidores. É um organismo trabalhando em sincronia para que a plateia nunca perceba a operação por trás de cada cena. Efeitos especiais As cenas de voo são executadas com equipamentos da Fly by Foy, empresa de Las Vegas especializada em acrobacias aéreas, que monitora tudo remotamente durante as sessões. Outros momentos mágicos são realizados com efeitos coordenados por Issao Imamura, um dos principais ilusionistas do país. Em cena, objetos reagem de forma autônoma, como uma vassoura que destranca uma porta e levita até as mãos da bruxa, e os calçados de brilhantes que viram os icônicos sapatos de rubi. Diante dos olhos do público, o personagem Boq é transformado no clássico Homem de Lata Molho brasileiro Fabi Bang como Glinda em "Wicked" — Foto: João Caldas Embora preserve o texto, as músicas e a estrutura original da Broadway, a montagem brasileira tem uma identidade própria (que, para Myra, é a “melhor do mundo, modéstia à parte”). Cenários, figurinos, iluminação, projeções, maquiagem, coreografia e direção foram concebidos para a produção nacional. Essa identidade também passa pelas personagens. Depois de tanto tempo como Glinda, Fabi Bang acredita que ela ganhou um sotaque próprio. — A minha Glinda sempre foi muito carioca. Sou do Rio e construí essa personagem cheia de brasilidade, de samba no pé — diz a atriz, que acredita assim aproximar a história do brasileiro. — Trago elementos da cultura pop, do nosso folclore. A gente conta uma história universal com molho brasileiro. 168 horas no palco Ao longo da temporada carioca, o elenco fará 56 apresentações, somando 168 horas de espetáculo — sem contar ensaios e aquecimentos. Como protagonista, Myra praticamente não sai de cena durante as três horas de musical. Ela enfrenta uma das partituras mais exigentes da Broadway e dedica meses à preparação vocal, física e mental. — Durante a temporada, a família já sabe, o namorado já sabe, todo mundo sabe que eu vou fazer de tudo para estar bem nesse espetáculo. Isso tem um peso mental enorme. A força que vem da plateia faz toda diferença. Fabi também sente o desafio, o “maior de sua carreira”. — É um show muito técnico, que exige precisão. As músicas são difíceis, tem voos, trocas rápidas, então a concentração e a responsabilidade são gigantes. Mas também é onde mais consigo desfrutar dessa paixão, minha e do público. 'Wicked' Onde: Cidade das Artes, Barra.Quando: Qua a sex às 20h. Sáb às 15h e às 19h30. Dom, às 14h e às 18h30. Até 6 de setembro. Estreia quarta (15).Quanto: De R$ 50 a R$ 400.
Adaptação de clássico da Broadway, 'Wicked' chega ao Rio com voos sobre plateia e números de ilusionismo
Espetáculo, que foi visto por um milhão de pessoas em São Paulo, estreia na Cidade das Artes, na Barra, com elenco de 35 atores e mais de 260 profissionais nos bastidores






