0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Alimentação em domicílio recuou 1,14% em junho, segundo dados do IBGE — Foto: Hermes de Paula/Agência O Globo O IPCA de julho trouxe uma ótima notícia. Pela primeira vez desde abril, a inflação acumulada em 12 meses ficou dentro do intervalo de flutuação da meta: 4,44%, abaixo do teto de 4,5%. É um dado importante para a condução da política monetária pelo Banco Central, que hoje divulgou a ata da última reunião do Copom. Na avaliação de economistas, o documento sinaliza a possibilidade de um novo corte de juros em setembro. O fato de o IPCA estar desacelerando — a inflação foi de apenas 0,07% em julho — e de ter ficado abaixo do teto da meta, no entanto, não significa que podemos ficar descansados. A inflação ainda pode provocar sustos nos próximos meses. A expectativa para agosto é de uma inflação provavelmente ainda mais baixa. É possível até que haja até deflação, o que faria deste bimestre um período bastante favorável para o reequilíbrio das contas das famílias. A questão é que ainda há muitas incertezas pela frente. Um dos riscos é que os efeitos do El Niño pressionem novamente os preços dos alimentos, que vêm dando algum alívio à inflação — a alimentação no domicílio caiu 1,14% em julho. O preço do petróleo também pode subir em razão da guerra entre Estados Unidos e Irã, com impacto sobre a inflação. Ou seja, apesar das boas notícias no curto prazo, o cenário para o fim do ano ainda pode trazer surpresas — e elas não necessariamente serão boas.
Boa notícia: inflação em 12 meses fica dentro do intervalo de flutuação da meta
Boa notícia: inflação em 12 meses fica dentro do intervalo de flutuação da meta









