"A inflação não tem saído do controle, então eu diria que a América Latina e o Caribe, o Brasil também, têm tido uma resiliência maior do que o resto do mundo”, afirmou Ilan Goldfajn, presidente do BID 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, destacou nesta segunda-feira (10) sua visão de que a América Latina e o Caribe têm sido mais resilientes quanto aos efeitos da guerra no Oriente Médio. Enquanto outros países enfrentam dificuldades de acesso ao petróleo, o efeito na região é restrito aos preços. E apesar de alguma alta de inflação, afirmou, não há perda de controle. “A questão da inflação está sendo bem administrada em quase todos os países. A inflação sobe e os bancos centrais estão agindo. A inflação não tem saído do controle, então eu diria que a América Latina e o Caribe, o Brasil também, têm tido uma resiliência maior do que o resto do mundo”. O ex-presidente do Banco Central reconheceu, no entanto, que a alta do preço do petróleo tem impacto principalmente na população mais vulnerável da região. Goldfajn participou do encontro “O Brasil na Agenda dos Minerais Críticos: Prioridades Estratégicas para Competitividade, Investimentos e Desenvolvimento Sustentável”, na sede do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), na zona sul do Rio. No evento, disse que o boom de tecnologia e o cenário geopolítico – que estimula a diversificação de fornecedores de minerais críticos – são fatores que explicam o elevado potencial da América Latina e do Brasil para o desenvolvimento dessa indústria. Ilan Goldfajn, presidente do BID, participou do evento “O Brasil na Agenda dos Minerais Críticos: Prioridades Estratégicas para Competitividade, Investimentos e Desenvolvimento Sustentável”, na sede do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), no Rio — Foto: Vanessa Carvalho/Valor