Fábio Motta argumenta que o esporte 'deveria passar por um período de adaptação' até 2027 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente do Vitória, Fábio Motta — Foto: Rafael Oliveira / CBF O presidente do Vitória, Fábio Motta falou ao GLOBO sobre a votação para a implementação das novas regras no futebol brasileiro, entre elas medidas anticera e até a "Lei Vini Jr.". Motta se disse "100% favorável" às mudanças, mas ressaltou que não deveriam ocorrer tão rapidamente e por este motivo, o clube votou contrário à colocação em vigor ainda nesta temporada. No entanto, voto vencido (somente Vitória e Grêmio foram contrários) ele destacou que considera a medida prematura, por ser em um momento inoportuno. — Primeiro que sou 100% favorável às medidas implementadas, eu acho que vai melhorar o futebol, vai diminuir a chamada cera no futebol, porém eu acho que eu sou contrário a ser implementado esse ano, eu acho que o momento não é oportuno — disse. E continuou: — Fica parecendo que a crise que a arbitragem está vivendo nesse momento precisa de uma satisfação, e essa insatisfação é a implementação agora. Para Motta, o futebol brasileiro já estaria com dificuldades de gerir as atuais regras e por isso seria necessário mais tempo. — Eu acho prematura, eu acho que não deveria ser agora, você deveria passar por um período de adaptação para que se entendesse primeiro as regras novas, sendo que a gente está tendo dificuldade com as regras atuais, e depois você fazer adaptação das 10 novas medidas — comentou, e prosseguiu: — E você teria assim atos contínuos, com mais segurança, do que você fazer isso de forma precipitada, assorbrada, para dar uma satisfação do que está acontecendo na arbitragem do Brasil hoje. Vitória e Grêmio votaram para implementação no ano que vem, os dois únicos votos. Lei Vini Jr. Já a Lei Vini Jr. foi um ponto de mais discordância na votação na CBF. Foram 14 votos contrários à implementação neste final de semana, mas a maioria aceitou. Com a lei em vigor, cobrir a boca num momento de discussão ou para provocar um adversário será punido com cartão vermelho. A expulsão não depende de o árbitro ouvir o que foi dito. O gesto, por si só, caracteriza a infração. — Porque você parte do princípio que todas as vezes que o atleta está colocando a mão na boca é pra praticar um pretenso ato de racismo ou pra uma ação que seja contra os princípios básicos — disse. E continuou: — Eu entendo que não é dessa forma, as vezes colocar a mão na boca tem outro sentido, tem outra conversa que está sendo feita ali, entre ele e o colega e que não tem nada a ver com agressão a um jogo de futebol. No entanto ele reforçou que "ninguém é contra nada disso (novas regras)", mas votaram contra para "para serem implementados ao ano que vem.