O iene devolveu cerca de metade dos ganhos obtidos após a recente intervenção histórica conjunta dos Estados Unidos e do Japão. Para investidores, a falta de uma "voz unificada" entre os bancos centrais reduziu o impacto da medida sobre o mercado.

A moeda se recuperou de uma mínima de quatro décadas, em torno de 164 ienes (R$ 5,26) por dólar, no fim de julho, para quase 155 ienes (R$ 4,97) após as intervenções de Tóquio e Washington, mas desde então voltou a cair. O dólar chegou a recuar 1% nesta segunda-feira (10), sendo negociado a 159,36 ienes (R$ 5,10).

Operadores dos mercados de futuros e opções continuam apostando na desvalorização da moeda japonesa, embora tenham reduzido o tamanho de suas posições desde a intervenção, segundo os dados mais recentes da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos.

Investidores disseram que dificilmente a intervenção sustentaria a moeda a longo prazo se não fosse acompanhada de altas de juros pelo BoJ (Banco do Japão). Na avaliação deles, a medida também foi enfraquecida pela falta de cooperação internacional: o Financial Times informou na semana passada que o BCE (Banco Central Europeu) não havia sido consultado pelos EUA antes da decisão incomum de vender euros para sustentar a moeda japonesa.