Iene se desvalorizou devido à diferença nas taxas de juros entre os países, somada às preocupações com enorme dívida japonesa sob a gestão da primeira-ministra Sanae Takaichi 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Trump e a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi assinam acordos comerciais e de mineração em Tóquio — Foto: Haiyun Jiang/The New York Times O Japão e os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira que estão preparados para intervir novamente, após uma ação conjunta para sustentar o iene, depois que a moeda japonesa atingiu seu nível mais baixo em quatro décadas. O iene se desvalorizou devido à diferença nas taxas de juros entre o Japão e os Estados Unidos, somada às preocupações com a enorme dívida japonesa sob a gestão da primeira-ministra Sanae Takaichi. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a ação coordenada e disse que ela foi feita por "amizade". Questionado a bordo do Air Force One sobre o motivo pelo qual os Estados Unidos estavam agindo para apoiar o iene, Trump disse: "Porque temos um ótimo relacionamento com o Japão". Em Tóquio, a ministra das Finanças japonesa, Satsuki Katyama, declarou que na sexta-feira o ministério "comprou ienes japoneses em coordenação com o Departamento do Tesouro dos EUA". "Esta ação conjunta [...] contrariou a volatilidade excessiva e os movimentos desordenados do iene japonês nos últimos meses", acrescentou a ministra. O Financial Times noticiou que o Banco da Reserva Federal de Nova York tomou a medida incomum de vender euros para comprar ienes em nome do Departamento do Tesouro dos EUA. "Eles têm, você sabe, um iene enfraquecido e queriam um pouco de ajuda. E nós sempre estamos aqui para o Japão. O Japão tem sido muito bom para nós, com a exceção, é claro, de Pearl Harbor", disse Trump. A intervenção ocorreu depois que o iene caiu em julho para 163,24 por dólar, seu nível mais baixo desde 1986. A ação de Washington aconteceu em meio a uma forte valorização do iene na semana passada, alimentando especulações de que as autoridades japonesas também teriam intervido nos mercados cambiais. "Episódios históricos de intervenções conjuntas [no iene] indicam que elas tendem a ocorrer em torno de pontos de inflexão importantes na taxa de câmbio", comentou o economista Michael Wan, do banco japonês MUFG. O Banco do Japão (banco central) elevou sua taxa de juros para 1% em junho, o nível mais alto em 31 anos, embora bem abaixo da taxa do Federal Reserve dos EUA, que varia entre 3,5% e 3,75%. Essa diferença leva os investidores a contraírem empréstimos baratos em ienes e a investirem esses recursos fora do Japão em busca de retornos mais altos, gerando saídas significativas de capital que enfraquecem o iene.
Estados Unidos estudam ação conjunta para intervir na moeda japonesa; entenda
Iene se desvalorizou devido à diferença nas taxas de juros entre os países, somada às preocupações com enorme dívida japonesa sob a gestão da primeira-ministra Sanae Takaichi












