O novo texto da certidão de óbito do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1902-1976), que atribui sua morte à ditadura militar, e não a um acidente automobilístico, será apresentado nesta segunda-feira (10), às 19h, em evento na Câmara Municipal de São Paulo.
O documento registra a causa da morte como "não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro no contexto da perseguição sistemática à população identificada como dissidente política do regime ditatorial instaurado em 1964".
O evento "50 anos Sem JK: O Resgate da Verdade Histórica" reunirá autoridades, acadêmicos e especialistas para tratar da morte e do legado do ex-presidente.
Entre 2013 e 2014, a Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog, instalada na Câmara de São Paulo e presidida pelo ex-vereador Gilberto Natalini, reuniu evidências para concluir que o ex-presidente havia sido vítima de um atentado, e não de um acidente de carro.
Em maio de 2026, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, órgão que atua em âmbito federal, divulgou um relatório com mais de mil páginas confirmando o atentado perpetrado pelo regime militar.






