Fenômeno atravessará Groenlândia, Islândia, Espanha, Portugal e norte da Rússia; auroras durante a totalidade dependerão de uma tempestade geomagnética no momento exato 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Especialistas recomendam o uso de óculos próprios para eclipse, que atendam aos padrões internacionais de segurança — Foto: Pexels Um eclipse solar total atravessará o hemisfério norte em 12 de agosto de 2026, passando por regiões como Groenlândia, Islândia, Espanha, Portugal e norte da Rússia. Durante a fase de totalidade, a Lua encobrirá completamente o disco solar e provocará alguns minutos de escuridão, com duração entre um e dois minutos e meio, dependendo do local de observação. O fenômeno terá uma coincidência astronômica rara: ocorrerá durante o pico da chuva de meteoros das Perseidas. Em regiões de altas latitudes, como a Islândia e áreas do norte da Rússia, também existe uma possibilidade teórica de observar auroras boreais durante os minutos de escuridão provocados pelo eclipse. Aurora durante o eclipse depende de tempestade geomagnética A possibilidade de observar os dois fenômenos simultaneamente é considerada extremamente improvável. Para que uma aurora boreal apareça durante a totalidade do eclipse, seria necessária uma intensa tempestade geomagnética no momento exato em que a Lua bloqueasse o Sol. O cartógrafo de eclipses Michael Zeiler, citado pelo Independent, está entre os especialistas envolvidos na discussão sobre essa possibilidade. A coincidência dependeria de uma combinação precisa entre forte atividade geomagnética, o momento da totalidade e o curto período de escuridão proporcionado pelo eclipse. Na Rússia, há uma dificuldade adicional. A totalidade ocorrerá aproximadamente ao meio-dia, quando as condições de luminosidade tornam ainda mais difícil a observação de uma aurora. A escuridão produzida pelo eclipse será menor do que aquela registrada durante o entardecer em latitudes mais meridionais. Nasa e ESA preparam observações A coincidência entre o eclipse, o pico das Perseidas e a possibilidade de auroras também despertou o interesse da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) e da Agência Espacial Europeia (ESA). As duas instituições prepararam lançamentos de balões de grande altitude e missões aéreas para acompanhar o eclipse. As iniciativas deverão permitir o registro da coroa solar e a análise da resposta da atmosfera terrestre à queda repentina de temperatura provocada pelo bloqueio temporário da luz solar. O fenômeno também será uma oportunidade para iniciativas de ciência cidadã, com observações realizadas em diferentes regiões do caminho da totalidade. Óculos especiais são necessários para observar o eclipse Durante as fases parciais do eclipse, é necessário utilizar filtros certificados segundo a norma ISO 12312-2 para proteger os olhos. A exposição direta ao Sol sem proteção adequada pode provocar lesões oculares graves. A proteção só pode ser retirada durante a fase de totalidade, quando o disco solar estiver completamente encoberto pela Lua. Nas fases parciais, os olhos devem permanecer protegidos. A combinação do eclipse solar total, do pico da chuva de meteoros das Perseidas e da possibilidade, ainda que extremamente improvável, de auroras boreais torna o evento uma oportunidade para observar diferentes fenômenos astronômicos e atmosféricos em um mesmo período.
Eclipse solar total de 12 de agosto coincidirá com chuva de meteoros e rara possibilidade de aurora boreal; entenda
Fenômeno atravessará Groenlândia, Islândia, Espanha, Portugal e norte da Rússia; auroras durante a totalidade dependerão de uma tempestade geomagnética no momento exato















